Lula cancela ato inaugural de campanha em SP por questões de segurança

A ida à MWM foi organizada pela Força Sindical, que já estuda outra data para a presença de Lula no local
Mais cedo, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, avaliou iniciar a campanha de Lula em portas de fábrica é algo simbólico (Photo by Diego Radames/SOPA Images/LightRocket via Getty Images/Getty Images)
Mais cedo, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, avaliou iniciar a campanha de Lula em portas de fábrica é algo simbólico (Photo by Diego Radames/SOPA Images/LightRocket via Getty Images/Getty Images)
E
Estadão ConteúdoPublicado em 15/08/2022 às 20:09.

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, cancelou a agenda que marcaria o início oficial da campanha eleitoral. O ato inaugural seria às 7 horas da manhã desta terça-feira, 16, na MWM Motores e Geradores, na zona sul de São Paulo. De acordo com fontes do partido, a decisão se deu em razões de segurança. A visita às 14 horas à fábrica da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP), berço político de Lula, por sua vez, está mantida e deve ser o novo pontapé inicial da campanha.

A ida à MWM foi organizada pela Força Sindical, que já estuda outra data para a presença de Lula no local. A equipe da Polícia Federal que acompanha o petista foi à fábrica realizar a vistoria prévia e não encontrou condições de segurança mínimas, como espaço para rota de fuga. Tampouco havia autorização da prefeitura para paralisar o trânsito na região e realizar um evento externo, como antes pretendido.

Mais cedo, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, avaliou iniciar a campanha de Lula em portas de fábrica é algo simbólico. "Mostra o compromisso que ele tem com o conjunto dos trabalhadores", declarou a dirigente após reunião da legenda em São Paulo. Naquele momento, a agenda na zona sul paulistana ainda estava de pé.

LEIA TAMBÉM:

Lula vai a posse de Moraes no TSE e pode se encontrar com Bolsonaro

Pesquisa eleitoral: Lula sobe 4 pontos e tem 45% contra 34% de Bolsonaro, diz BTG/FSB