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Lula amplia agenda de inaugurações em estados estratégicos para 2026

Estratégia inclui inaugurações de hospitais, rodovias e institutos federais antes do prazo eleitoral

Lula: presidente amplia roteiro de inaugurações em estados considerados estratégicos para 2026 (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Lula: presidente amplia roteiro de inaugurações em estados considerados estratégicos para 2026 (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Publicado em 1 de junho de 2026 às 07h27.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificará neste mês a agenda de inaugurações e entregas de obras nos principais colégios eleitorais do país.

A estratégia foi desenhada inicialmente para aproveitar o desgaste do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Nos últimos dias, porém, o movimento passou a ser visto também como uma forma de responder à ofensiva da oposição na área da segurança pública, após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A decisão foi anunciada poucos dias depois de uma visita de Flávio ao presidente americano Donald Trump.

O roteiro preparado pelo Palácio do Planalto vai até 4 de julho e concentra agendas em São Paulo e Rio de Janeiro, os dois maiores colégios eleitorais do país e estados ligados à origem das facções citadas pelos americanos.

São Paulo, Rio e Bahia no radar

Em São Paulo, Lula já lançou o programa Move Brasil e deve retornar para inaugurar institutos federais em Mauá e São Bernardo do Campo, seu berço político.

No Rio de Janeiro, o presidente tem reforçado agendas na área da saúde e deve participar da inauguração de um trecho da duplicação da Serra das Araras, na BR-116.

O PT também aposta na parceria com o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo estadual.

A Bahia também receberá novas visitas presidenciais. Estão previstas entregas como o Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas, e um instituto federal em Santo Estêvão.

Já Minas Gerais segue como um impasse para o governo. A indefinição sobre quem representará o campo governista na disputa estadual tem levado o Planalto a adiar algumas agendas no estado, considerado estratégico para a eleição presidencial de 2026.

*Com O Globo

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