Lockdown em São Paulo? Justiça vai analisar petição sobre a medida

Com o sistema de saúde prestes a entrar em colapso e um grande aumento do número de casos de coronavírus, Justiça avalia se é o caso de bloquear a capital

O aumento dos casos de coronavírus na Grande São Paulo e a taxa de ocupação de leitos de UTI, que já passa de 85%, vem despertando preocupações cada vez maiores. Nesta sexta, 8, o prefeito Bruno Covas afirmou (PSDB), em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, que em 50% dos hospitais da cidade as unidades de terapia intensiva já estão operando no limite.

Nesta sexta, 8, o governador João Doria (PSDB) anunciou que a quarentena será estendida até o dia 31 de maio em todo o Estado. Mas talvez isso não baste, na visão de representantes do Legislativo que entraram nesta sexta, 8, com um pedido na Justiça para que seja instituído o lockdown na Grande São Paulo, a região mais atingida pela doença.

A petição foi enviada ao procurador-geral da República em São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo. No documento, obtido por EXAME, é ressaltada a necessidade de uma avaliação emergencial, por parte do Judiciário, para que se adote o lockdown na capital e na região metropolitana. Nesse sistema, é permitida a circulação de pessoas somente para atividades essenciais, e mesmo assim é preciso ter uma autorização.

“Os leitos da rede pública, sob responsabilidade do SUS, encontram-se com oferta de atendimento esgotada em hospitais da Zona Leste da Capital e caminham para o mesmo cenário em questão de dias em todas as regiões (da cidade)”, afirmam, no requerimento, os deputados Paulo Fiorino (PT-SP) e José Américo (PT-SP), que assinam o texto.

Nos últimos vinte dias, os casos confirmados de coronavírus saltaram de 15.901 para 41.830 no Estado, com mais de 3.400 mortes. Na capital, os óbitos causados pela covid-19 já representam mais de 63% do total registrado em todo o Estado. Na Argentina e outros países, o lockdown, adotado no início da pandemia, serviu para achatar a curva da progressão de doença. No Brasil, o Maranhão, Pará e Ceará anunciaram na última semana que optaram pelo isolamento mais rígido para evitar um colapso no sistema de saúde. São Paulo, caso siga o mesmo caminho, não estará sozinho.

 

 

 

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