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Tecnologia vai crescer muito nos próximos 8 anos, diz diretor da Tim

Paulo Humberto Gouvea, responsável pelas soluções corporativas da empresa, falou sobre os avanços do 5G e inteligência artificial ao podcast EXAME Infra

Giovanna Bronze
Giovanna Bronze

Colaboradora

Publicado em 26 de março de 2026 às 09h00.

Última atualização em 26 de março de 2026 às 10h42.

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Os avanços da tecnologia, especialmente em conectividade e inteligência artificial, devem ganhar escala nos próximos anos.

A expectativa é de crescimento acelerado ao longo da próxima década, com impacto direto na forma como dados são processados e decisões são tomadas.

A avaliação é de Paulo Humberto Gouvea, diretor de soluções corporativas da TIM.

Segundo o executivo, esse movimento segue uma tendência histórica da indústria de semicondutores, baseada na Lei de Moore, teoria formulada por Gordon Moore, cofundador da Intel. A observação prevê que a capacidade de processamento dos chips dobra a cada dois anos.

“A Lei de Moore mostra que, a cada dois anos, a capacidade de processamento cresce de forma relevante — e isso continua válido”, afirmou, em entrevista ao podcast EXAME Infra, da EXAME em parceria com a Suporte.

“Nos próximos 8 anos, a tecnologia vai crescer muito”, disse.

Gouvea destaca que a evolução ocorre de forma encadeada, com novas gerações de conectividade ampliando capacidades.

“O 4G evolui para o 5G e, no futuro, para o 6G, e cada etapa adiciona novas funcionalidades e eficiência.”

Esse avanço também impulsiona a criação de grandes volumes de dados, conhecidos como data lake, termo que define ambientes de armazenamento massivo de informações. Esses dados exigem processamento, tratamento e análise para apoiar decisões em tempo real.

Inteligência artificial como facilitadora

Diante desse cenário, a inteligência artificial se consolida como ferramenta central para lidar com o volume crescente de informações. A tecnologia permite automatizar processos e acelerar análises, com apoio de GPUs, unidades de processamento gráfico, capazes de operar em alta velocidade.

Segundo Gouvea, a automação pode transformar tarefas antes operacionais em processos quase instantâneos. Um exemplo citado é a substituição de atividades que levavam mais de oito horas por soluções capazes de entregar resultados em segundos, com maior precisão.

“A inteligência artificial substitui trabalhos repetitivos com mais produtividade e eficiência”, afirmou. Ainda assim, ele ressalta que o avanço tecnológico não elimina o papel humano.

Para o executivo, o cenário é de complementaridade. “A tomada de decisão e a integração entre pessoas e tecnologia é o que permite ganhos reais de eficiência”, disse.

EXAME Infra

O EXAME Infra é o podcast da EXAME em parceria com a Suporte, empresa especializada em soluções para obras e projetos de infraestrutura. O programa tem episódios quinzenais disponíveis no canal da EXAME no YouTube.

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