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Linha 6-Laranja abre primeiro trecho após 10 anos de obras; veja como será a operação

Primeiras seis estações entram em operação assistida na próxima semana, sem cobrança de tarifa. Projeto de R$ 19 bilhões e 15 estações será entregue em 2027

Linha 6: ramal será entregue até 2027

Linha 6: ramal será entregue até 2027

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 28 de junho de 2026 às 08h36.

Última atualização em 1 de julho de 2026 às 18h12.

O Governo de São Paulo inaugura na próxima semana o primeiro trecho da Linha 6-Laranja, colocando em operação uma obra que acumulou anos de atrasos antes de começar a receber passageiros.

Depois de mais de uma década desde o lançamento do projeto e quatro anos de paralisação, seis estações entram em operação assistida, marcando a primeira entrega do maior empreendimento de mobilidade urbana em execução na América Latina.

A entrega é um dos trunfos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em seu projeto de reeleição.

Nesta primeira etapa, serão abertas as estações João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes.

O funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, sem cobrança de tarifa para acesso ao metrô. A integração com a Linha 7-Rubi continuará tarifada.

A operação inicial contará com dois trens em sistema shuttle, com uma composição em cada via e intervalo médio de 19 minutos. Neste primeiro momento, a condução será manual, com operadores a bordo.

A operação assistida é uma etapa prevista para testar sistemas e procedimentos antes da ampliação do horário de funcionamento e da abertura de novas estações.

Cada estação terá apenas um acesso disponível durante a fase inaugural, identificado por comunicação visual. A Estação Água Branca fará a integração com a Linha 7-Rubi, ampliando as conexões entre o metrô e a rede de trens metropolitanos.

A Linha 6-Laranja é uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo de São Paulo e a concessionária Linha Uni, responsável pela construção e futura operação da linha. O contrato soma cerca de R$ 19 bilhões e inaugurou um modelo em que a mesma empresa responde pela implantação da infraestrutura e pela operação comercial do ramal.

Obra foi retomada após quatro anos de paralisação

A inauguração representa um marco para um projeto que passou por sucessivos adiamentos desde o início das obras, em 2015. A construção ficou paralisada entre 2016 e 2020 após dificuldades financeiras enfrentadas pelo consórcio original, formado por Odebrecht e Queiroz Galvão, em meio aos desdobramentos da Operação Lava Jato.

A retomada ocorreu em 2020, quando a espanhola Acciona, por meio da concessionária Linha Uni, assumiu o contrato para concluir a obra e operar o sistema. Desde então, o cronograma voltou a avançar até chegar à abertura do primeiro trecho para passageiros.

Quando estiver totalmente concluída, a Linha 6-Laranja ligará Brasilândia à estação São Joaquim em cerca de 23 minutos, reduzindo um trajeto que atualmente leva aproximadamente 1h30 de ônibus. O ramal terá 15,3 quilômetros de extensão e 15 estações, conectando as zonas norte e oeste ao centro da capital paulista.

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Obras da estação Santa Marina, da linha 6- laranja (Germano Lüders /Exame)

Ainda neste ano, o governo estadual prevê entregar as estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado.

A conclusão das demais estações ocorrerá de forma escalonada, ampliando gradualmente a operação até que toda a linha entre em funcionamento, em 2027.

Como funcionará a operação assistida da linha 6?

Durante a fase inicial, a Linha 6-Laranja funcionará apenas de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, exceto feriados. O acesso às estações será gratuito, enquanto a integração com a Linha 7-Rubi seguirá as regras tarifárias da CPTM.

Cada estação contará inicialmente com apenas um acesso aberto ao público. Os trens circularão com intervalos médios de 19 minutos e operação manual, enquanto equipes técnicas acompanham o desempenho dos equipamentos e dos sistemas antes da expansão gradual da oferta de viagens.

A expectativa do Governo de São Paulo é ampliar o horário de funcionamento conforme a operação assistida avance e novas estações sejam incorporadas ao sistema.

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