Brasil

Governo de SP prorroga consulta pública de leilão de R$ 29 bi em saneamento

Previsão é que leilão ocorra no segundo semestre deste ano

Saneamento: A proposta poderá beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas (Leandro Fonseca/Exame)

Saneamento: A proposta poderá beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas (Leandro Fonseca/Exame)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 31 de maio de 2026 às 16h00.

O Governo de São Paulo prorrogou por mais 15 dias a consulta pública do UniversalizaSP, programa voltado à ampliação da cobertura de saneamento básico em 146 municípios paulistas. Com a mudança, o prazo para envio de contribuições foi estendido até 12 de junho.

Coordenada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a iniciativa prevê R$ 29 bilhões em investimentos em obras e operações até 2033 e potencial de mobilizar mais de R$ 100 bilhões até 2060.

Como mostrou a EXAME, a previsão é que o leilão ocorra no segundo semestre deste ano. 

A consulta pública reúne documentos da modelagem do programa, como plano regional, minutas de contrato e edital.

A proposta poderá beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas com a ampliação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Durante a etapa de participação social, o governo realizou cinco audiências públicas em diferentes regiões do estado.

Os encontros ocorreram em São Caetano do Sul, Americana, São Carlos e Junqueirópolis, além de uma audiência virtual.

As audiências reuniram representantes da sociedade civil, gestores municipais, entidades do setor e especialistas para discutir as diretrizes do programa e a modelagem proposta.

UniversalizaSP

O UniversalizaSP adota uma estrutura regionalizada para a prestação dos serviços de saneamento. Segundo o governo estadual, o modelo preserva a autonomia dos municípios e considera características locais na definição dos investimentos e da operação dos sistemas.

Entre os mecanismos previstos na proposta estão contratos de longo prazo, instrumentos de apoio financeiro do Estado e uma tarifa social destinada a famílias de baixa renda.

O modelo também inclui o repasse de parte das receitas aos Fundos Municipais de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAIs), destinados ao financiamento de ações relacionadas ao setor.

A modelagem foi elaborada a partir de um diagnóstico técnico realizado com os municípios participantes.

O trabalho incluiu visitas técnicas e análises dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário para mapear necessidades de investimento e subsidiar a estruturação do programa.

Acompanhe tudo sobre:SaneamentoEstado de São Paulo

Mais de Brasil

Bolsonaro volta a ter crise de soluços por 36 horas, diz relatório médico

Moraes mantém prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas proíbe visitas por 30 dias

PGR defende manutenção de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

O que muda com o acordo entre TSE e big techs para as eleições de 2026?