Guedes: estão prevendo recessão para o ano que vem; eu acho que vão errar

Em entrevista, ministro diz que recessão em 2022 é previsão de "pessoas com narrativas que se desviam dos fatos"
Paulo Guedes criticou pessoas que preveem recessão para a economia brasileira em 2022 (Washington Costa/ASCOM/ME/Flickr)
Paulo Guedes criticou pessoas que preveem recessão para a economia brasileira em 2022 (Washington Costa/ASCOM/ME/Flickr)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 11/12/2021 18:11 | Última atualização em 13/12/2021 10:57Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não acredita em uma recessão em 2022, estimada por "pessimistas" e "pessoas com narrativas que se desviam dos fatos". Em entrevista à RedeTV na noite da sexta-feira, 10, Guedes se disse cético em relação a "previsões pessimistas."

"Eu acho que vocês vão errar de novo", disse o ministro. "Erraram quando disseram que o Produto Interno Bruto do Brasil ia cair 10% em 2020, erraram quando disseram que o Brasil ia ficar em depressão, erraram quando disseram que nós íamos para dívida PIB de 100%, e ela é 80%. É um erro colossal, 20% do PIB é mais de R$ 2,5 trilhões."

Segundo Guedes, críticas feitas às suas falas de que a economia do Brasil voltaria em 'V' - isto é, com um forte crescimento após uma queda - se mostraram erradas. O ministro afirmou que a economia se recuperou em 'V', com um PIB superior ao nível de quando o País foi atingido pela pandemia de covid-19 e um desemprego de 12,6%, contra 12,4% no primeiro trimestre de 2020.

"Quando acontece o 'V' e a economia fica em pé, eles rolam a desgraça para o ano que vem", disse Guedes. "As narrativas não são baseadas nos fatos, e dizem que eu é que estou fora dos fatos."

Segundo o ministro, "pessimistas" também disseram que o presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma ameaça à democracia e que o governo não conseguiria aprovar reformas, mas o país mostrou ter uma democracia robusta e o governo aprovou medidas como a privatização dos Correios e da Petrobras. "Não apostem contra o Brasil, porque as apostas contra o Brasil têm dado errado", afirmou.