Governo: plano inclui também a criação de uma infraestrutura de computação avançada no Rio de Janeiro
Repórter
Publicado em 20 de agosto de 2026 às 19h56.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira, 20, no Rio Grande do Norte, um pacote de R$ 2,3 bilhões para a compra de um supercomputador e a criação de uma nova infraestrutura nacional de computação avançada. O investimento ainda inclui transferência de tecnologia, desenvolvimento de inteligência artificial (IA) em português e formação de mão de obra especializada.
O pacote prevê a instalação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, além de um acordo de cooperação técnica para estruturar uma “nuvem brasileira”, que pode ser utilizada por governos, pesquisadores e empresas.
O anúncio foi feito durante pronunciamento no Parque Tecnológico de Macaíba, a cerca de 30 quilômetros de Natal. Segundo Lula, o supercomputador será instalado na região metropolitana.
O plano inclui também a criação de uma infraestrutura de computação avançada no Rio de Janeiro, a partir de uma parceria entre a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) e a chinesa Huawei. A iniciativa faz parte da estratégia de estruturar uma nuvem nacional, com máquinas instaladas no Brasil e maior controle sobre o software utilizado.
Segundo o governo, os recursos estão previstos no FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), dentro do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia). A União deve destinar:
O centro terá como função produzir análises sobre riscos e falhas de modelos de IA disponíveis no mercado, em uma proposta semelhante à estrutura já existente na Europa.
A parceria para a criação da “nuvem brasileira” com empresas de tecnologia ainda não tem custo definido no orçamento.
egundo o governo, mais de R$ 1 bilhão já foi aplicado na instalação de servidores de nuvem fornecidos por grandes empresas de tecnologia, atualmente sob controle do Serpro e da Dataprev.
A proposta agora é que esses servidores passem a ser fabricados no Brasil e operem com software compartilhado com a União.