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Não acredito num BC como sendo o quarto poder, diz Fraga

Afirmação do ex-presidente do BC é uma resposta à presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff


	Arminio Fraga: indicado para dirigir o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Aécio
 (Dado Galdieri/Bloomberg)

Arminio Fraga: indicado para dirigir o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Aécio (Dado Galdieri/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 20 de outubro de 2014 às 17h59.

São Paulo - "Não acredito num Banco Central como sendo o quarto poder", disse nesta sgeunda-feira, 20, o ex-presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, nome já indicado para dirigir o Ministério da Fazenda em um eventual governo do tucano Aécio Neves.

Fraga participou hoje de uma videoconferência promovida pela Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb).

A afirmação do ex-BC é uma resposta à presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff, que disse que os bancos não podem ser o "quarto poder", ao justificar o porquê de não concordar com a independência do BC.

"Eu acredito num BC que assume responsabilidades e faz isso com transparência", disse Fraga, acrescentando que o BC, quando a inflação foge da meta, deve agir.

Fraga disse que é "frequentemente mal interpretado" sobre a atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em entrevista promovida pela Anabb, afirmou que não tem "nenhuma dúvida da importância que o BNDES tem na economia brasileira". Para ele, o que se questiona são alguns critérios para a concessão dos empréstimos feitos pelo banco brasileiro de fomento.

Fraga reconheceu que a infraestrutura brasileira enfrenta problemas e que o BNDES é a melhor instituição para resolver essa situação.

Armínio esclareceu que não possui uma meta para o tamanho da instituição, mas defendeu uma transparência maior para a concessão de empréstimos. "Algumas coisas que eu disse sobre o BNDES foram pinçadas fora do contexto", afirmou.

Recentemente, o BNDES esteve envolvido em questionamentos quanto à concessão de recursos para o frigorífico JBS. O Tribunal de Contas da União pediu à empresa mais esclarecimentos sobre as operações.

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