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Forças do mal estão celebrando vitória de Fernández, diz Ernesto Araújo

Chanceler defende "Mercosul sem barreiras internas e aberto ao mundo, uma América do Sul sem ditaduras" e critica a chapa eleita na Argentina

Araújo: chanceler está acompanhando o presidente Jair Bolsonaro em uma viagem à Ásia (Clauber Cleber Caetano/PR/Flickr)

Araújo: chanceler está acompanhando o presidente Jair Bolsonaro em uma viagem à Ásia (Clauber Cleber Caetano/PR/Flickr)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 28 de outubro de 2019 às 15h48.

Depois do presidente Jair Bolsonaro (PSL) se dizer "preocupado e receoso" com o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, subiu o tom.

Pelo Twitter, o chanceler disse não ter a ilusão "de que o fernande-kirchnerismo possa ser diferente do kirchnerismo clássico" e que os sinais feitos até o momento pelo argentino "são os piores possíveis".

"Fechamento comercial, modelo econômico retrógrado e apoio às ditaduras parece ser o que vêm por aí", tuitou Araújo, para quem "as forças do mal estão celebrando" e "as forças da democracia estão lamentando" a eleição de Fernández.

"A esquerda é totalmente ideológica no apoio aos regimes tirânicos da região. Mas, quando se relaciona com as democracias (das quais depende), a esquerda pede 'pragmatismo'. Curioso. 'Pragmatismo' significa sempre a direita se acomodar aos interesses da esquerda", escreveu o ministro.

Araújo prometeu o seu pragmatismo "na defesa dos princípios e interesses do Brasil: um Mercosul sem barreiras internas e aberto ao mundo, uma América do Sul sem ditaduras".

No domingo, 27, dia em que a eleição de Fernández em primeiro turno foi confirmada, o argentino publicou uma foto em suas redes sociais parabenizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo seu aniversário de 74 anos, completado também no domingo.

O argentino também se engajou na campanha pela libertação de Lula, que cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

A publicação de Fernández irritou o presidente Jair Bolsonaro, que viu no gesto "uma afronta à democracia" e "ao sistema judiciário brasileiro".

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