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Foi afetado pelo tarifaço? Veja taxas e como pedir crédito do Novo Brasil Soberano

Nova etapa do programa terá taxas de 3% a 9,8% ao ano e prazo para pedidos no BNDES até dezembro de 2027

Publicado em 28 de agosto de 2026 às 12h08.

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O Plano Brasil Soberano III terá R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos, por conflitos internacionais ou pela maior proteção comercial no mundo. As taxas vão de 3% a 9,8% ao ano, dependendo do tipo de financiamento e do perfil da empresa.

As condições foram atualizadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta sexta-feira, 28. Entre as mudanças estão a inclusão de capital de giro para empresas de fertilizantes, juros menores para projetos ligados a minerais críticos e a extensão do prazo para solicitar os financiamentos.

Quem terá acesso ao crédito

O programa é voltado a empresas brasileiras de setores considerados relevantes para o comércio exterior, além de exportadores e fornecedores afetados pelas tarifas americanas e por outros efeitos da instabilidade internacional.

Os recursos poderão ser contratados pelo BNDES ou por instituições financeiras habilitadas pelo banco. As instituições assumirão o risco de crédito das operações.

Quais são as taxas do Brasil Soberano III

O custo depende da finalidade do financiamento. Para capital de giro, a taxa será de 9,8% ao ano para grandes empresas e de 8,3% para micro, pequenas e médias empresas. A linha de capital de giro voltada à exportação terá juros de 8,3% ao ano, independentemente do porte.

Para aquisição de máquinas e equipamentos, a taxa será de 8% ao ano. Nos financiamentos para investimento, o custo será de 6,5%.

A principal redução anunciada pelo CMN beneficia empresas da cadeia de minerais críticos e estratégicos. Para aquisição de bens de capital e investimentos nesses projetos, o encargo da fonte de recursos cairá para 3% ao ano.

Como os R$ 18,5 bilhões serão distribuídos

Do total, R$ 13,5 bilhões virão da União e R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES. A parcela federal terá uma divisão específica entre os setores considerados prioritários.

  • R$ 5 bilhões: exportadores e fornecedores afetados pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos;
  • R$ 3,5 bilhões: exportadores e fornecedores que vendem para países do Golfo Pérsico;
  • R$ 1 bilhão: empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior;
  • R$ 2 bilhões: empresas de fertilizantes e de insumos para sua fabricação;
  • R$ 2 bilhões: empresas da cadeia de minerais críticos e estratégicos.

O que muda para fertilizantes e minerais críticos

As empresas de fertilizantes, que antes tinham acesso a crédito para investimentos e compra de máquinas, também poderão usar os recursos para capital de giro. A mudança considera o ciclo do setor, que precisa pagar por insumos importados antes de receber pela venda aos produtores rurais.

Já na cadeia de minerais críticos, o objetivo é reduzir o custo de projetos que avancem além da extração e incluam etapas como beneficiamento, refino ou transformação no Brasil.

Até quando o crédito poderá ser solicitado

O prazo para protocolar pedidos de financiamento no BNDES foi prorrogado por 12 meses, até 31 de dezembro de 2027. A medida amplia o período para que empresas elegíveis busquem os recursos do programa.

Acompanhe tudo sobre:TarifasEstados Unidos (EUA)

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