Flávio Bolsonaro: senador criticou decisões judiciais (Youtube/Reprodução)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 22h34.
Última atualização em 1 de outubro de 2026 às 23h11.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na noite desta quinta-feira, 1º, que a sua decisão de não participar do debate da TV Globo -- que, por consequência, acabou cancelado -- aconteceu após uma "censura sem vergonha" e fez um apelo de voto útil.
"A censura, no seu mais alto grau, transparente e sem vergonha, que vocês já viram nos últimos tempos. E, em função de todas essas interferências, a Rede Globo resolveu cancelar o debate", afirmou em live no YouTube.
O debate estava marcado para as 21h30, logo após o Jornal Nacional. Duas decisões judiciais mudaram as regras e os participantes horas antes do início.
As duas decisões tratam de pontos diferentes. A ministra Estela Aranha, do TSE, suspendeu uma regra sobre o tratamento dado a candidatos ausentes, como a retirada do púlpito de Lula. Já o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a participação de Renan Santos (Missão) no encontro.
Antes do anúncio do cancelamento da Globo, Flávio Bolsonaro afirmou que não participaria do debate por conta das decisões judiciais.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que os "amigos do Lula" tomaram decisões para favorecer o petista, que havia decidido não participar do encontro e está dando entrevista no canal Flow.
Flávio disse ainda que votar nele no próximo domingo é escolher a "democracia" e a liberdade de imprensa.
"Nós vamos defender a liberdade de imprensa, a sua liberdade de se manifestar nas redes sociais de forma livre, a liberdade de você escolher o seu candidato sem interferência do Judiciário, porque o que está acontecendo é tão descarado, são interferências em vários estados do Brasil", disse.
O senador fez um apelo pelo voto útil, ao pedir para que eleitores de outros candidatos votem nele já no primeiro turno.
"Mais do que nunca, você que está me assistindo, vamos resolver essas eleições agora, neste domingo. Se você estava pensando em não votar, se você estava pensando que essa eleição não é tão importante, olha a gravidade do que está acontecendo. A única chance de o Brasil voltar a ter uma democracia é com Flávio Bolsonaro presidente. E não vamos parcelar o seu voto duas vezes", afirmou.
Na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, Lula aparece com 42% contra 38% do Flávio, cenários de empate técnico. No segundo turno, porém, Flávio cresce e chega a 45% das intenções de voto. Nesse cenário, Lula aparece com 48%, também em empate técnico.
Flávio disse que aceita boas propostas de outros candidatos e pediu um voto de "indignação". Na avaliação do senador, com os últimos acontecimentos, ele vai ganhar ainda no primeiro turno com uma margem "ainda maior".
"É uma noite de muita indignação. É uma noite histórica, um fato marcante, negativo demais. Foi cancelado um debate presidencial a três dias das eleições por causa de censura dos amigos do Lula nas mais altas cortes desse país. Sabe o que me dá pelo menos um alento. É porque eu tenho convicção de que, junto com vocês, com o seu voto de revolta, a gente vai vencer as eleições, mas com uma margem ainda maior do que já venceríamos no primeiro turno", disse.