Flávio Bolsonaro: senador críticou operação e chamou de "terceira facada" (Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro/Divulgação)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 16h15.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 10, que a operação realizada pela Polícia Federal sobre o filme "Dark Horse" tem motivação política e acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de tentar interferir no processo eleitoral.
Segundo o parlamentar, não houve uso de recursos públicos em um filme ligado ao grupo político dele e as investigações não encontrarão irregularidades.
“Não tem absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público, como já cansei de falar”, afirmou Flávio Bolsonaro durante agenda em Boa Vista.O senador disse que a investigação tem como objetivo atingir sua atuação política e afirmou que o caso teria um “fundamento político”.
"O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. A única realidade, qual o fundamento dessa operação?", disse.
Flávio também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria desistido da disputa política e estaria contando com decisões judiciais para influenciar o resultado eleitoral.
“O Lula já abandonou a campanha política. Ele agora tá contando com os seus amigos no Supremo para tentar levar no tapetão”, disse o senador.A operação realizada nesta manhã teve como alvo o deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme Dark Horse, e a produtora responsável pelo longa. Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de irregularidades em repasses de emendas parlamentares destinados à produção, incluindo a possível utilização de empresas subcontratadas sem comprovação da prestação dos serviços contratados.
Em vídeo nas redes sociais, Flávio elevou o tom das críticas e associou a operação a uma suposta tentativa de impedir o avanço eleitoral de seu grupo político.
“A terceira facada chegou! Podem ter certeza que essa operação de hoje é a resposta do sistema lulista diante da derrota que se aproxima para eles. Mas tenho uma má notícia para essa turma: não vão nos parar”, afirmou.A expressão faz referência ao episódio da facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, ocorrido em Juiz de Fora (MG), e é utilizada pelo grupo político do ex-presidente para comparar diferentes momentos de conflito envolvendo Bolsonaro e seus aliados.