Flávio Bolsonaro: 'Se eu soubesse disso, jamais apoiaria' (Vittor Sales/PL/Divulgação)
Repórter
Publicado em 28 de agosto de 2026 às 22h34.
Última atualização em 28 de agosto de 2026 às 23h42.
O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira, 28, que não tinha conhecimento das acusações contra Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) preso pela Polícia Federal, quando apoiou sua candidatura ao governo fluminense.
Durante sabatina da TV Globo, Flávio classificou como “gravíssimas” as acusações contra Bacellar, caso sejam comprovadas. O ex-presidente da Alerj segue preso, e a Polícia Federal apontou que ele exerceria liderança política de um núcleo ligado ao Comando Vermelho.
“Se eu soubesse disso, jamais [apoiaria]”, disse Flávio.
Segundo o candidato, o nome de Bacellar surgiu em uma composição partidária no Rio de Janeiro, por indicação de uma legenda que fazia parte da coalizão. Flávio afirmou ainda que o ex-presidente da Alerj tem direito à defesa e a responder às acusações na Justiça.
“Ele tem direito de se defender e de provar a inocência dele ou não na Justiça”, afirmou.
Flávio também foi questionado sobre sua relação com Adriano da Nóbrega, ex-policial militar que mais tarde foi apontado como integrante do chamado Escritório do Crime, grupo acusado de envolvimento em assassinatos no Rio de Janeiro.
O senador concedeu uma Medalha Tiradentes a Adriano quando ele ainda era policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Segundo Flávio, a homenagem ocorreu há mais de 20 anos, quando não havia acusações contra o agente.
“Naquele momento ele era um policial reconhecido. Eu conhecia ele dentro do Bope. Não tinha feito absolutamente nada de errado, não tinha nada contra ele nesta época”, afirmou.
O senador disse que Adriano estava preso sob acusação de homicídio e que, na sua avaliação, havia sido injustamente acusado. Segundo Flávio, o caso envolvia uma troca de tiros com traficantes e Adriano posteriormente foi absolvido.
Flávio afirmou que a homenagem representava não apenas o policial, mas toda a equipe envolvida na ocorrência.
“Eu, como sempre tive uma atuação de defesa dos policiais, dos bons policiais, entendi que podia naquele momento acontecer”, disse.
Questionado sobre a trajetória posterior de Adriano, que morreu durante uma operação policial na Bahia, Flávio afirmou que não poderia ser responsabilizado pelo que o ex-PM teria feito anos depois.
“Eu não posso ser responsabilizado pelo que a pessoa se transformou depois de 5, 10, 15, 20 anos. Não está no meu controle”, declarou.