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Exportadora de café consegue desconto de R$ 1 bi em recuperação judicial

Grupo Terra Forte, que já exportou 6% da produção nacional de café, teve plano de recuperação aprovado nesta quinta-feira. Bancos são os principais credores
Trabalhador seleciona grãos de café durante colheita em uma fazenda do interior São Paulo: baixos preços no mercado internacional levaram a pedido de recuperação judicial do grupo Terra Forte (Reuters/Nacho Doce)
Trabalhador seleciona grãos de café durante colheita em uma fazenda do interior São Paulo: baixos preços no mercado internacional levaram a pedido de recuperação judicial do grupo Terra Forte (Reuters/Nacho Doce)
Por Fabiane StefanoPublicado em 03/12/2020 20:43 | Última atualização em 03/12/2020 22:49Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O grupo Terra Forte, um dos maiores exportadores de café do Brasil, teve seu plano de recuperação judicial aprovado pelos credores. As dívidas da empresa somam 1,4 bilhão de reais e os credores aceitaram um desconto médio de 80% em seus débitos.

Nesta crise, a questão financeira ficou ainda mais importante. Aprenda tudo que precisa saber hoje

O restante do valor será pago em um prazo médio de dez anos, após um período de carência de dois anos. Os principais credores da empresa são Bradesco, Banco do Brasil, Banco Cargill e Rabobank, sendo os três últimos tradicionais financiadores do agronegócio.

"Todos os credores já tiveram muito sucesso com a Terra Forte no passado e entenderam que a empresa tem viabilidade financeira", diz Alexandre Faro, advogado que estruturou o processo de aprovação do plano.

Sediada em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, a empresa é de propriedade de João Faria da Silva, considerado um dos maiores produtores de café do Brasil. Em 2017, a Terra Forte chegou a comercializar no exterior o equivalente a 6% de todo o café produzido no país. Ou seja, 1% da produção mundial.

 

 

O pedido de recuperação judicial é resultante de uma tempestade perfeita: a combinação da alta alavancagem em operações financeiras diante de uma situação de baixa do preço de referência do café e de alta da cotação do dólar. Quando entrou com o pedido de recuperação judicial, em abril de 2019, o preço do café arábica no mercado de Nova York rondava os menores níveis dos últimos 13 anos.

Além de uma trading de café, a empresa é dona de cinco fazendas em São Paulo e Minas Gerais e possui uma estrutura de beneficiamento da produção de terceiros. No ano passado, a empresa produziu 106.000 sacas de café.

No acordo, algumas fazendas devem ser vendidas. O plano também permite a entrada de um sócio investidor na área de beneficiamento e comercialização de café. O fundador Faria da Silva continua na gestão do negócio.