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EXAME no Clubhouse: pressão por CPI das vacinas aumenta, diz senadora

Senadora Daniella Ribeiro contou em evento na rede social que ministro da Saúde foi ao Senado tentar apaziguar os ânimos. Ao se esquivar das perguntas em audiência pública, Eduardo Pazuello só deu mais força ao pedido de CPI

A participação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em audiência pública no Senado na quinta-feira, 11, irritou boa parte dos senadores presentes. Convidado pela Casa para explicar as ações do ministério no combate ao novo coronavírus, Pazuello se esquivou de boa parte das perguntas e irritou quem estava presente. Foi o que contou a senadora Daniella Ribeiro (PP/PB), em evento na rede social Clubhouse, promovido por EXAME e o instituto de pesquisa IDEIA.

“Faltou ao ministro assertividade nas respostas sobre o calendário de vacinação, sobre quando as vacinas serão distribuídas para os estados e municípios”, disse a senadora Ribeiro (PP/PB), que participou da sala “Almoço com Dados”, na rede social Clubhouse. O evento detalhou os dados da nova rodada da pesquisa EXAME/IDEIA, que mostra que, para 73% dos brasileiros, a aprovação positiva do governo do presidente do Jair Bolsonaro depende de uma vacinação mais rápida.

A ida de Pazello ao Senado foi uma tentativa de acalmar os ânimos na Casa e de evitar a abertura de pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito, cujo objetivo é investigar as ações do Ministério da Saúde no combate à pandemia. Mas o efeito foi o contrário. "Ganhou ainda mais força o pedido de CPI no Senado diante da falta de transparência e clareza do ministro da Saúde", disse a senadora Ribeiro.

Articulado pelo senador da oposição Randolfe Rodrigues (Rede/AP), o pedido de CPI já conta com 31 assinaturas, 4 além do necessário. O pedido está agora com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG).

Na audiência pública, Pazuello afirmou que todos os brasileiros aptos a receber imunizantes contra a covid-19 serão vacinados ainda em 2021. Ele afirmou também que metade da população “vacinável” receberá as doses até junho. O restante, até dezembro.

“Nós vamos vacinar o país em 2021. 50% até junho, 50% até dezembro, da população vacinável. Esse é o nosso desafio e é o que nós estamos buscando e vamos fazer“, afirmou Pazuello. O ministro não especificou quantas pessoas estão entre as “vacináveis”. Não podem receber vacinas, por exemplo, gestantes, crianças e grupos nos quais o imunizante não tenha sido testado.

Segundo Pazuello, o contrato feito pelo Butantan disponibilizará 100 milhões de doses da Coronavac no primeiro semestre. A partir de julho, a Fiocruz produzirá no Brasil 20 milhões de doses da vacina da Astrazeneca/Oxford por mês.

“Se nós formos à melhor hipótese, estaremos falando de 200 milhões de doses em 2021 com essa encomenda tecnológica: 100 milhões de doses recebidas semiprontas e 100 milhões produzidas com o IFA no Brasil com a tecnologia incorporada”, afirmou.

 

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