Eventos no Brasil e no mundo discutem hoje o futuro da agenda ambiental

O STF faz audiência pública sobre o Fundo do Clima, que esteve na berlinda no governo Bolsonaro. Na ONU, economistas e ativistas falam de Amazônia

No Brasil e no mundo, eventos nesta segunda-feira, 21, discutem temas importantes da agenda ambiental, como o aquecimento global e a proteção às florestas tropicais, como a Amazônia.

No Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, começa hoje uma audiência pública para debater o funcionamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, conhecido como Fundo do Clima.

Convocada pelo ministro Luís Roberto Barroso, a audiência irá tratar da alocação dos recursos do fundo, administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. Na ocasião, os ministros do STF deverão acabar por discutir a condução de políticas públicas na área ambiental no governo Bolsonaro.

A audiência, que começa hoje e continua na terça-feira, 22, faz parte de uma Ação Direita de Inconstitucionalidade por Omissão, ajuizada pelos partidos PSB, PSOL, PT e Rede Sustentabilidade, que aponta a omissão do governo federal por não adotar providências para o funcionamento do Fundo Clima.

Paralisado em boa parte de 2019 e 2020, o fundo, que contava com a participação de representantes da sociedade civil, foi dissolvido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e depois refeito.

Nas últimas semanas, Salles liberou verbas para o Fundo Clima que estavam paradas há meses. Só no dia 4 de agosto foram disponibilizados 350 milhões de reais para empresas financiarem projetos de combate às mudanças climáticas, como foco em saneamento e resíduos sólidos.

Participam da audiência integrantes do governo federal, organizações da sociedade civil, institutos de pesquisa, acadêmicos e empresários.

Nesta segunda-feira começa também o International Conference on Sustainable Development (Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, numa tradução ao português), um dos principais eventos apoiados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a discussão da agenda do meio ambiente.

Capitaneado pelo economista americano Jeffrey Sachs, professor da Universidade Columbia, em Nova York, o evento tem a função de aumentar o conhecimento sobre a causa ambiental em universidades, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil.

Organizado desde 2013, pela primeira vez o evento será online em virtude das regras de distanciamento social por causa da pandemia. Na programação, que vai até quarta-feira, estão painéis sobre temas como as medidas para combater o aquecimento global e o financiamento aos países para avançar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, lista de 169 metas colocadas pela ONU a empresas, governos e terceiro setor para um mundo mais habitável em 2030.

Na quarta-feira, um painel específico sobre a Amazônia deve abodar a visão de jovens de várias partes do mundo sobre o futuro da maior floresta tropical do planeta. Em outra mesa, especialistas vão discutir formas de avançar com os ODS na região.

O aumento no desmatamento e nas queimadas na região deverão fazer parte das discussões. É de se esperar, portanto, mais uma batelada de críticas da comunidade internacional à política ambiental do governo brasileiro.

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