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'Está com muita sujeira', diz economista da campanha de Caiado sobre quadro fiscal

Cristiane Schmidt, ex-secretária de Economia de Goiás, defende revisão de privilégios, melhoria na gestão dos recursos públicos e abertura de espaço no orçamento

Futuro do Brasil: EXAME e MBC discutem próximos passos do país em evento (Eduardo Frazão/Exame)

Futuro do Brasil: EXAME e MBC discutem próximos passos do país em evento (Eduardo Frazão/Exame)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 12h55.

Última atualização em 25 de agosto de 2026 às 15h02.

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Em evento do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da EXAME, em São Paulo, Cristiane Schmidt, ex-secretária de Economia de Goiás e representante da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD), defendeu um ajuste nas contas públicas com corte de privilégios e afirmou que o próximo governo terá de negociar com os diferentes poderes para enfrentar o avanço dos gastos.

Segundo ela, a situação fiscal exige medidas para melhorar as expectativas e evitar uma piora da relação entre dívida e PIB.

“Ninguém gosta, mas a gente precisa varrer a casa porque está com muita sujeira”, disse.

Para ela, o ajuste deve começar “cortando na carne”, com a revisão de privilégios. A representante da campanha disse ainda que a candidatura pretende apresentar um “cardápio de medidas” e negociar com os poderes para definir como enfrentar a crise fiscal.

Schmidt também relacionou o desequilíbrio das contas públicas à baixa produtividade brasileira. Ao citar dados de produtividade e do baixo crescimento do PIB (3,4% em 2024, segundo IBGE), disse que, para ela, o caminho para crescer passa por inovação e educação de qualidade.

A representante de Caiado defendeu ainda uma mudança na forma como os recursos públicos são empregados. Segundo Schmidt, o Brasil já destina à educação uma parcela de recursos próxima à média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas não obtém resultados equivalentes.

LEIA TAMBÉM: Kim Kataguiri cobra ajuste fiscal e defende corte de privilégios para ampliar investimentos

A prioridade, afirmou, não seria simplesmente aumentar os gastos, mas melhorar sua gestão. "Nossa demografia mudou, então precisamos de mais saúde e menos educação, no sentido de gastar dinheiro com cada setor. Colocar esse dinheiro em governança", disse. “Não é mais dinheiro, é otimização dos recursos", afirmou.

Ao citar sua experiência em Goiás, Schmidt afirmou que o Estado primeiro resolveu o problema fiscal para depois ampliar investimentos em áreas consideradas prioritárias.

Para ela, o mesmo princípio deveria ser aplicado no país: abrir espaço no orçamento para elevar a taxa de investimento e, ao mesmo tempo, reduzir custos para os empresários.

“Precisamos criar espaço no orçamento para ampliar os investimentos e diminuir os custos dos empresários”, afirmou.

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