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Empresários franceses elogiam Brasil, 'o país do presente'

Executivos ressaltaram o mercado interno brasileiro e a capacidade do País como "plataforma de exportações"

Paris - "Brasil é o país do presente e deixou de ser o eterno país do futuro", afirmaram nesta quarta-feira empresários franceses, destacando a alternância política com continuidade no projeto econômico.

"Estou convencido de que Brasil é um país do presente e não mais o eterno país do futuro", disse Jean Pierre Clamadieu, presidente da Rhodia, indústria química instalada desde 1919 no território brasileiro, onde registra 16% de seu volume de negócios.

Clamadieu elogiou a alternância política entre os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, e estimou que um "terceiro mandato de Lula não seria mau".

A continuidade em matéria econômica, o impressionante desenvolvimento do mercado interno, com milhões de brasileiros subindo à classe média, e a "importante" capacidade do Brasil como "plataforma de exportações" foram alguns dos fatores postos em destaque durante um painel organizado na Casa da América Latina por ex-alunos das Escolas de Minas de Paris, Nancy e Saint Etienne.

"Este modelo se deve a Fernando Henrique Cardoso, mas Lula teve a sabedoria de mantê-lo", opinou para cerca de 200 participantes Humberto Antunes, presidente de Galderma, fábrica especializada em produtos dermatológicos em joint-venture com Nestlé e L'Oreal.


"O mercado interno é muito poderoso" no Brasil, onde "sempre tivemos rentabilidade, apesar da crise", afirmou Jean Carlos Angulo, membro do comitê executivo da indústria de cimento Lafarge.

Consultor e presidente do grupo Interminas do Brasil, Frederic Donier chamou o país de "re-emergente" desde 1996, quando deixou para trás a "década perdida" e a crise da dívida. "É o país que apresenta o melhor equilíbrio entre potencial e risco entre os BRICs" (Brasil, Rússia, Índia e China).

Após antecipar que os presidentes Nicolas Sarkozy e Lula se reunirão em dezembro próximo, para inaugurar uma ponte entre Brasil e Guiana Francesa, Donier considerou que a França deveria definir "claramente que papel quer desempenhar" na América do Sul e, em particular, no Brasil, país com quem compartilha uma fronteira de 700 km.

"Para nós o Brasil sempre foi uma potência regional indiscutível", afirmou Jean Pierre Floris, membro do comitê executivo da Saint Gobain, líder mundial em concepção e distribuição de materiais de construção, que deve 7% de seu volume de negócios ao país.

"A burocracia é um pouco pesada entre o poder central e os governos estaduais (...), mas é possível se fazer negócios sem corrupção", disse Floris.

Brasil, que em 2010 deve ter um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) superior a 7%, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OPCDE), deve ser a quarta ou quinta economia do planeta em 2030.

Humberto Antunes "desconfia um pouco de tanto optimismo", mas o escritor e ex-embaixador francês no país, Alain Rouquié, garante que "o Brasil é um país duro e passará (bem) pelos ciclos". "Haverá uma correção que pode chegar após a Copa do Mundo" de 2014, "mas a ascensão mundial do Brasil é irreversível".

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