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Eleições 2026: o que Caiado e Zema falaram na sabatina do Jornal Nacional?

Veja os principais pontos ditos por Caiado e Zema na sabatina do Jornal Nacional e confira a agenda completa das próximas entrevistas com os presidenciáveis.

Eleições 2026: Zema e Caiado foram os primeiros entrevistados na sabatina do Jornal Nacional (Flickr/Governo de Goiás/Divulgação)

Eleições 2026: Zema e Caiado foram os primeiros entrevistados na sabatina do Jornal Nacional (Flickr/Governo de Goiás/Divulgação)

Diandra Guedes
Diandra Guedes

Colaboradora

Publicado em 26 de agosto de 2026 às 18h22.

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As sabatinas da TV Globo com os presidenciáveis de 2026 começaram nesta semana, com entrevistas ao vivo conduzidas por César Tralli e Renata Vasconcellos durante o Jornal Nacional. Romeu Zema (Novo) abriu a série na segunda-feira, 24, e Ronaldo Caiado (PSD) foi o segundo entrevistado, na terça-feira, 25.

Os dois candidatos são ex-governadores e disputam espaço no chamado "segundo pelotão" da corrida presidencial, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto.

Romeu Zema: dívida de Minas Gerais, privatizações e vacinação

Logo na primeira pergunta, Zema foi cobrado sobre a dívida pública de Minas Gerais durante os anos em que governou o estado (de 2019 a março de 2026).

Segundo dados oficiais do Portal da Dívida Pública Estadual, mantido pela Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG), os desembolsos do estado com o pagamento da dívida saltaram de cerca de R$ 300 milhões por ano, entre 2019 e 2021, para R$ 5,5 bilhões em 2022 e R$ 6,8 bilhões em 2025.

Questionado sobre esse crescimento, Zema atribuiu o aumento a decisões tomadas antes de sua gestão e a fatores ligados ao governo federal, sem detalhar como pretende evitar um cenário parecido à frente das contas da União.

Entre as propostas apresentadas, por ele estavam:

  • a privatização de estatais, como a Petrobras;
  • o aumento automático da idade mínima da Previdência, atrelado à expectativa de vida da população;
  • a criação de um regime de trabalho por hora;
  • a classificação de facções criminosas como organizações terroristas;
  • a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O candidato também comentou sobre a obrigatoriedade de vacinação. Zema defendeu que a imunização contra doenças graves deveria ser uma escolha individual do cidadão, e não uma política obrigatória.

Zema também citou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como uma referência para sua política de segurança pública, e afirmou se inspirar em modelo de encarceramento em massa adotado no país centro-americano.

Ronaldo Caiado: segurança pública, anistia e ajuste fiscal

No dia seguinte, Caiado abriu sua entrevista descrevendo o Brasil como dominado por facções criminosas, chegando a citar o número de 60 milhões de brasileiros "escravizados" pelo narcotráfico, sem apresentar fonte oficial para o dado.

Como principal proposta para a área da segurança pública, Caiado defendeu a criação de uma força policial permanente e integrada entre o Brasil e os dez países da América do Sul que fazem fronteira com o território nacional, para combater o tráfico de drogas e o contrabando de armas.

Ao citar a Europol como modelo para essa estrutura, o candidato afirmou que o órgão europeu teria poder para realizar prisões.

Na prática, a Europol atua apenas na cooperação policial e no compartilhamento de dados entre países-membros da União Europeia, sem competência para prender pessoas.

Caiado também defendeu o envio ao Congresso Nacional de um projeto de anistia ampla e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Sobre a economia, o candidato evitou detalhar como pretende equilibrar as contas públicas.

Questionado três vezes sobre uma eventual mudança na idade mínima de aposentadoria, respondeu que seu plano de governo apresenta apenas metas e parâmetros gerais, sem indicar quais despesas seriam cortadas.

Disse ainda que não pretende alterar os pisos constitucionais de saúde e educação nem o valor do salário mínimo.

Agenda das próximas sabatinas do Jornal Nacional

A série de entrevistas da TV Globo com presidenciáveis reúne os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto de 2026.

Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou o registro de 13 candidaturas à Presidência da República para as eleições de 2026, mas apenas os seis primeiros colocados no levantamento foram convidados para o formato de entrevista individual.

A ordem de participação de cada um foi definida por sorteio, com representantes dos partidos presentes. Veja quem serão os próximos entrevistados:

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