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Dois pinguins são resgatados na favela da Rocinha

Casal resgatou os animais de uma praia de São Conrado e os levou para sua casa, na Rocinha


	Pinguins resgatadas na Favela da Rocinha, no Rio, são levados para ONG na Região dos Lagos
 (Reprodução/ONG SOS Aves & Cia)

Pinguins resgatadas na Favela da Rocinha, no Rio, são levados para ONG na Região dos Lagos (Reprodução/ONG SOS Aves & Cia)

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Fábio Grellet

15 de julho de 2015, 22h06

Rio de Janeiro - Dois pinguins que estavam na praia de São Conrado, na zona sul do Rio, foram resgatados por um casal na segunda-feira, 13, e transportados em uma sacola para a casa da família, na Rocinha. A filha de 8 anos queria adotar e cuidar dos animais.

A família ofereceu sardinhas para os pinguins, mas eles recusaram. O pai, então, resolveu pedir ajuda especializada: nesta terça-feira, 14, ligou para a ONG SOS Aves e Cia e perguntou como deveria alimentar os pinguins.

O presidente da entidade, Paulo Maia, inicialmente achou que era um trote. Mesmo assim, alertou o interlocutor de que manter pinguins em casa é crime ambiental. Foi convidado a ir até a casa da família para recolher os pinguins.

Quando chegou, ainda incrédulo, viu os animais no sofá, em frente à TV. Eles foram recolhidos e encaminhados a um abrigo mantido pela ONG em Saquarema, na Região dos Lagos.

Segundo o ambientalista, os pinguins vieram da Patagônia - região repleta de geleiras que fica na Argentina e no Chile e onde a temperatura varia entre 10°C e -20°C - e chegaram ao Rio por conta de uma corrente marítima. Em breve eles serão encaminhados novamente à Patagônia, com outros 31 animais recolhidos até esta semana.

Mesmo passando só algumas horas na Rocinha, os pinguins ganharam nomes: Pá e Gode.