Com doação de R$100 milhões, Brasil terá fábrica de vacina contra covid-19

A parceria foi fechada entre Ambev, Americanas, Itaú Unibanco, Stone, Instituto Votorantim, Fundação Lemann, Fundação Brava e a Behring Family Foundation

Um consórcio formado por empresas e fundações brasileiras vai doar 100 milhões de reais para equipar e financiar uma fábrica nacional de vacinas contra a covid-19. A principio, a imunização que será produzida é a desenvolvida pela Universidade de Oxford com o laboratório farmacêutico britânico AstraZeneca.

A parceria foi fechada entre Ambev, Americanas, Itaú Unibanco, Stone, Instituto Votorantim, Fundação Lemann, Fundação Brava e a Behring Family Foundation.

A iniciativa vai bancar os equipamentos de produção e um laboratório de controle de qualidade, que serão administrados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O grupo investirá em adequações para o parque fabril do laboratório de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro, para que seja possível a absorção total da tecnologia para produção das doses do reagente.

A expectativa é que a Fiocruz produza nacionalmente 100 milhões de doses da vacina de Oxford, segundo acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a universidade britânica na semana passada. A fábrica vai fazer o processamento final da imunização — formulação, envase, rotulagem e embalagem.

“Esperamos com essa iniciativa dar uma contribuição concreta para o nosso país, deixando um legado público para que milhões de brasileiros possam se beneficiar e também para que o Brasil esteja melhor posicionado e preparado no enfrentamento de outros desafios dessa natureza que possam surgir”, diz em nota à imprensa o bilionário Jorge Paulo Lemann, presidente do Conselho da Fundação Lemann.

A Ambev será corresponsável, junto com a Fiocruz, pela gestão e execução do projeto. Já o escritório Barbosa, Mussnich e Aragão Advogados atuará como consultor jurídico do projeto. Um comitê composto por todas as empresas e fundações será formado para acompanhar o andamento das obras e aquisições dos equipamentos.

Essa fórmula desenvolvida em Oxford é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das mais avançadas do mundo. Nas fases 1 e 2, a vacina teve bons resultados e gerou resposta imune, segundo um estudo publicado recentemente na revista científica The Lancet.

Agora o produto está na fase 3, que vai avaliar a sua eficácia. Desde 23 de junho, 5.000 profissionais da saúde brasileiros têm sido escolhidos para receber as doses dessa parte do estudo.

Nesse processo, metade dos voluntários recebe a vacina e a outra metade placebo, mas somente os pesquisadores sabem quem tomou o que. O teste é de dose única. Além do Brasil, a fase 3 também ocorre no Reino Unido e na África do Sul.

A intenção, diz o consórcio, é garantir que o Brasil seja o primeiro país da América Latina a produzir a vacina contra o novo coronavírus de forma 100% nacional.

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