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Depoimento de Anderson Torres é remarcado para 2 de fevereiro

Torres é investigado por possível omissão e facilitação da entrada de golpistas na Esplanada, em 8 de janeiro, quando comandava as forças de segurança do DF, mas nega a acusação

 (Marcos Corrêa/PR/Flickr)

(Marcos Corrêa/PR/Flickr)

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Alessandra Azevedo

23 de janeiro de 2023, 12h05

O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres será ouvido pela Polícia Federal no dia 2 de fevereiro, às 10h30, sobre a suspeita de omissão diante dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes remarcou para a semana que vem o depoimento que estava previsto para esta segunda-feira, 23.

Na decisão, Moraes diz o tempo a mais é necessário para que a defesa do ex-ministro da Justiça analise os autos antes do interrogatório. Com isso, a expectativa é que o depoimento seja mais resolutivo do que a primeira tentativa, em 18 de janeiro, quando Torres ficou em silêncio, acompanhado dos advogados.

O argumento da defesa era que o ex-secretário ainda não tinha conseguido ler os inquéritos e, por isso, só poderia responder as perguntas quando tivesse acesso aos autos. Torres é investigado por possível omissão e facilitação da entrada de golpistas na Esplanada, em 8 de janeiro, quando comandava as forças de segurança do DF. Ele nega a acusação.

Torres também terá de explicar a minuta de um decreto que tinha como objetivo instaurar estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mudar o resultado das eleições de 2022, encontrada pela PF na casa do ex-ministro.

Torres está preso no 4º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Guará, desde 14 de janeiro. Moraes decretou a prisão em 10 de janeiro, dois dias após a invasão de grupos golpistas às sedes dos Três Poderes, mas o então secretário estava de férias nos Estados Unidos. Ele foi detido assim que chegou no Aeroporto de Brasília.