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CPI da Covid: Barroso prorroga por 60 dias investigação que tem Bolsonaro como alvo

A suspeita é de que ele e aliados tenham incitado a população a descumprir medidas sanitárias

A apuração tem origem nos trabalhos da CPI da Covid, que funcionou no Senado em 2021 (Agência Brasil/Divulgação)

A apuração tem origem nos trabalhos da CPI da Covid, que funcionou no Senado em 2021 (Agência Brasil/Divulgação)

AO

Agência O Globo

Publicado em 4 de agosto de 2022 às 12h33.

Última atualização em 4 de agosto de 2022 às 13h00.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias o prazo de uma investigação preliminar aberta para apurar se o presidente Jair Bolsonaro e outras pessoas incitaram a população a desrespeitar medidas sanitárias durante a pandemia. A apuração tem origem nos trabalhos da CPI da Covid, que funcionou no Senado em 2021.

O pedido de mais 60 dias foi feito pela Polícia Federal (PF), para poder ter acesso e analisar o material produzido pela CPI. Em parecer enviado ao STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a prorrogação.

Outras 23 pessoas, além de Bolsonaro, são alvos nesse caso, entre elas três de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RS), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro. Também estão na lista vários aliados, como o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), o ex-ministro Onyx Lorenzoni e Ernesto Araújo, e o empresário Luciano Hang.

"Defiro o pedido de prorrogação do prazo para continuidade das investigações, por mais 60 dias, nos termos formulados pela Procuradoria-Geral da República. Com relação ao acesso os arquivos produzidos pela CPI, verifico que tais arquivos já foram compartilhados neste feito pelo Senado em atenção a requerimento da Procuradoria-Geral da República", escreveu Barroso.

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