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Com reajuste, quando remédios começam a ficar mais caros nas farmácias?

Em algumas categorias, o percentual fica abaixo do teto que corresponde a inflação acumulada nos últimos 12 meses

Índice foi publicado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) nesta terça-feira, 31 (stock.XCHNG/Reprodução)

Índice foi publicado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) nesta terça-feira, 31 (stock.XCHNG/Reprodução)

Publicado em 1 de abril de 2026 às 11h27.

O reajuste no preço dos remédios foi definido em até 3,81% nesta terça-feira, 31. O percentual é válido para medicamentos com alta concorrência e os outros preços sugeridos variam de acordo com a classe dos fármacos.

Segundo o Governo Federal, o percentual médio de 2,47% para remédios de média concorrência é o menor dos últimos 20 anos. 

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) define três níveis de classificação dos remédios com sugestões diferentes de reajustes.

Os aumentos não são automáticos e as farmacêuticas podem escolher aderir ou não aos novos valores. 

Como funciona o reajuste dos remédios?

O reajuste sugerido pela CMED, que é responsável por definir os limites de preço, varia de acordo com a procura pelo grupo de medicações.

  • Nível 1: composto por remédios de alta concorrência com reajuste de 3,81%;
  • Nível 2: composto por remédios de média concorrência com reajuste de 2,47%;
  • Nível 3: composto por remédios de baixa concorrência com reajuste de 1,13%.

A câmara estabelece o preço de fábrica, que é o valor máximo que a indústria pode cobrar; e o preço máximo para o consumidor, correspondente ao teto que pode ser cobrado nas farmácias.

Ou seja, embora a adesão ao reajuste seja opcional, o valor de venda não pode ser superior ao teto definido pela CMED.

Reajuste de acordo com cada grupo de fármacos

Via de regra, medicamentos produzidos por muitos fabricantes, principalmente genéricos, costumam ficar no primeiro nível com maior percentual de reajuste.

O reajuste médio estabelecido para o Nível 2, de 2,47%, segue em queda desde 2023 após ultrapassar os 10% em anos anteriores. Nesta categoria, estão composições que possuem competitividade na produção, mas menor popularidade que as do Nível 1.

No Nível 3 estão medicações com tecnologias complexas e pouca disponibilidade no mercado.

Quais medicamentos devem ficar mais caros?

Confira a lista com base nos níveis:

Nível 1 - Alta concorrência

  • Diuréticos, como hidroclorotiazida;
  • Bloqueadores de canal de cálcio, como amlodipina;
  • Inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), como captopril, enalapril e losartana;
  • Betabloqueadores, como atenolol e propranolol;
  • Estatinas, como sinvastatina e atorvastatina;
  • Metformina utilizada no tratamento da diabetes.

Nível 2 - Média concorrência

  • Versões recentes de tratamentos para diabetes;
  • Antidepressivos e ansiolíticos atuais;
  • Medicamentos de marca sem exclusividade, mas com poucos concorrentes diretos.

Nível 3 - Baixa concorrência

  • Insulinas de ação prolongada, como a insulina glargina.

As divisões são baseadas na procura pelos medicamentos e na participação dos genéricos em cada classe.

O que muda com reajuste dos remédios?

Na prática, os consumidores que mais sentem o impacto do reajuste nas medicações são aqueles que realizam algum tratamento ou utilizam os mesmos com regularidade.

Em caso de uso recorrente, o impacto deve ser observado ao longo dos meses devido às compras sucessivas.

No entanto, a variedade de empresas produtoras e preço mais baixo dos genéricos podem ajudar a economizar nas compras.

Outro fator que influencia são as políticas comerciais de cada farmácia.

Além das promoções, descontos vinculados a convênios de saúde ou programas de fidelidade também podem baratear o preço das medicações.

Quando começa a valer o novo preço?

A partir do dia 31 de março, as farmácias já podem iniciar o repasse de valores ao consumidor final. Entretanto, por se tratar de um reajuste opcional, não é possível datar a mudança de valor, que pode variar de farmácia para farmácia. 

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