Com blocos formalizados, Maia garante, na teoria, mais de 400 votos

Ao formar blocos, os partidos funcionam como uma bancada, que têm peso na escolha de postos chave da Câmara, decididos através da regra da proporcionalidade

Brasília — Partidos formalizaram os blocos parlamentares na Câmara dos Deputados nesta sexta-feira e, segundo dados preliminares da Secretaria-Geral da Mesa da Casa, somados, dois blocos de apoio ao atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) somam mais de 400 votos a favor de sua reeleição.

A formação de blocos tem grande relevância da Casa, porque uma vez formados, funcionam como uma só bancada e têm peso na escolha de postos chave da Câmara que são decididos pela regra da proporcionalidade.

O apoio dos blocos confere musculatura a uma candidatura, mas não significa que todos os seus integrantes seguirão a orientação do grupo, como o próprio Maia reconheceu, na véspera, quando afirmou que é uma “honra” receber os apoios, mas “isso não garante nenhum voto no plenário”.

Dois blocos estão fechados com Maia: um governista formado pelo PSL, PP, PSD, MDB, PR, PRB, DEM, PSDB, PTB, PSC e PMN, com 301 deputados; e outro que conta com PDT, Podemos, SD, PCdoB, Patriota, PPS, Pros, Avante, PV e DC, com 105 integrantes.

O segundo bloco tem uma particularidade. Por uma decisão do próprio Maia, foi permitida a fusão e o Patriota incorporou PRP, assim como o PCdoB se juntou ao PPL, e o Podemos recebeu os deputados do PHS.

Pela determinação de Maia, a fusão terá efeito no cálculo da proporcionalidade e também da cláusula de desempenho, mas os partidos incorporados seguem existindo.

Do lado da oposição ao governo de Jair Bolsonaro, foi protocolado bloco constituído pelo PT, PSB, PSOL, e Rede, com 97 deputados. O Novo, com 8 parlamentares, não fechou bloco com nenhuma outra sigla, assim como o PTC, que tem 2 deputados.

Os deputados tinham até às 13h30 para formalizarem os blocos. Mas têm até às 17h para protocolarem candidaturas à Mesa. Já registraram suas candidaturas, por ordem de protocolo, o General Peternelli (PSL-SP), JHC (PSB-AL), Fábio Ramalho (MDB-MG) e Ricardo Barros (PP-PR).

Muitos dos candidatos pertencem a partidos que participam de um dos blocos de apoio a Maia, mas apresentaram a chamada candidatura avulsa, com potencial de pulverizar os votos e dar margem à tradicional “traição”. Isso está na conta dos candidatos e demonstra que a simples soma dos integrantes dos partidos que fecharam acordo com o presidente pode não corresponder à realidade.

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