Ciro propõe programa de renda mínima de R$ 1 mil e prevê impacto de R$ 170 bilhões

O recurso para bancar o auxílio virá de duas fontes. Uma delas é unificação das dotações orçamentárias de benefícios existentes
Ciro Gomes: O recurso para bancar o auxílio virá de duas fontes (Mateus Bonomi/Anadolu Agency/Getty Images)
Ciro Gomes: O recurso para bancar o auxílio virá de duas fontes (Mateus Bonomi/Anadolu Agency/Getty Images)
E
Estadão Conteúdo

Publicado em 11/08/2022 às 14:21.

Última atualização em 11/08/2022 às 15:21.

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, propôs nesta quinta-feira, 11, um programa de renda mínima no valor de R$ 1 mil por domicílio vulnerável. Batizado de "Renda Mínima Universal Eduardo Suplicy", o benefício deve gerar impacto fiscal de R$ 170 bilhões, nos cálculos do pedetista.

O recurso para bancar o auxílio virá de duas fontes. Uma delas é unificação das dotações orçamentárias de benefícios existentes, como Auxílio Brasil, seguro-desemprego, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria rural. Suplicy, que sempre foi ligado ao PT, é histórico defensor da implementação do programa de renda mínima.

A outra parte dos recursos viria do imposto sobre grandes fortunas, alíquota de 0,5% a 1,5% que seria cobrada sobre patrimônios a partir de R$ 20 milhões. O tributo geraria arrecadação de R$ 70 bilhões.

"O benefício é uma das três pernas do novo modelo previdenciário (que o programa de governo de Ciro propõe). Será um programa de estado, vinculado ao processo de seguridade social", explicou em entrevista coletiva nesta manhã em Salvador (BA). Ciro participa nesta quinta de agenda de campanha ao lado da candidata a vice-presidente na sua chapa, Ana Paula Matos (PDT), atual vice-prefeita da capital baiana.

LEIA TAMBÉM: 

Fachin divulga carta sobre manifestos e cobra 'rejeição categórica ao retrocesso'

Ciro Gomes declara patrimônio de R$ 3 milhões ao TSE