Butantan começa a produzir a Butanvac. Ainda falta aval da Anvisa

Nesta primeira etapa serão fabricadas 6 milhão de doses. Meta é entregar 100 milhões até o fim do ano

O Instituto Butantan anunciou que nesta quarta-feira, 28, começa a produzir a vacina brasileira chamada Butanvac. De acordo com Dimas Covas, diretor da entidade, nesta primeira etapa, que vai até o dia 18 de maio, serão fabricadas 6 milhão de doses. Apesar do anúncio, ainda faltam as fases 2 e 3 de testes para garantir a qualidade e eficácia do imunizante. A liberação desta etapa depende do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Até a primeira quinzena de junho teremos 18 milhões de doses prontas. Começamos de forma muito discreta a produção. Não dependemos nada de importação, de licenciamento, vamos ser autossuficientes. Podemos atender o Brasil e parte do mundo. Queremos chegar até 100 milhões de vacinas no segundo semestre deste ano”, disse Dimas Covas em entrevista coletiva nesta quarta-feira.

Na semana passada, o Butantan pediu à Anvisa a liberação para iniciar os testes nas fases 2 e 3. Na terça-feira, 27, a agência respondeu à solicitação e disse que ainda faltavam documentos para conseguir analisar se libera ou não os testes em seres humanos. O instituto disse que vai enviar o mais rápido possível os documentos solicitados.

Os testes da Butanvac serão feitos em adultos. Os estudos deverão começar com 1.800 voluntários. Já a fase 3, com maior escala de participantes, deverá incluir 9.000 pessoas. Nesses testes poderão fazer partes, inclusive, adultos já vacinados ou que já tiveram covid-19. 

“É um estudo clínico de segurança e imunogenicidade, comparativo. Então, ele não é um teste para incluir voluntários comparando grupo de vacinados com o grupo placebo. Aqui já se tem um padrão, que já foram determinados pelas demais vacinas. Então já se sabe o que esperar de uma vacina”, explicou Dimas Covas.

O anúncio da vacina, classificada pelo Butantan como 100% brasileira, foi feito há um mês. A Butanvac usa o vírus inativado de uma gripe aviária que não afeta humanos para transportar o material genético do Sars-CoV-2, o causador da covid-19, para gerar uma resposta imune.  A tecnologia é amplamente estudada pelo Butantan na produção de outras vacinas, como a da gripe.

(Com Agência Brasil)

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