Economia: percepção depende da escolha eleitoral (Priscila Zambotto/Getty Images)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 17h50.
Pesquisa BTG/Nexus mostra diferenças na expectativa dos eleitores sobre a economia nos próximos seis meses conforme a intenção de voto. Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 58% esperam melhora no cenário econômico. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 41% preveem piora. O levantamento ouviu 2.006 pessoas por telefone entre 18 e 20 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
A expectativa dos brasileiros sobre a economia nos próximos seis meses apresenta diferenças a depender das escolhas eleitorais, segundo o recorte da pesquisa BTG/Nexus divulgado com exclusividade à EXAME.
O levantamento indica que a avaliação sobre o futuro econômico varia conforme a preferência política declarada, com maior expectativa de melhora entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e maior percepção de deterioração entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PT).
Entre os entrevistados que afirmam votar em Lula, 58% acreditam que a economia vai melhorar nos próximos seis meses. Outros 25% avaliam que a situação permanecerá igual, enquanto 6% esperam piora. O percentual de pessoas que não souberam ou não quiseram responder foi de 11%.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o cenário é diferente: 41% dizem acreditar que a economia vai piorar no curto prazo. Outros 28% esperam melhora, 17% avaliam que a situação ficará igual e 15% não responderam.
A pesquisa também mediu a percepção entre eleitores sem candidato definido. No grupo que declara voto branco, nulo ou em nenhum candidato, 36% projetam piora da economia nos próximos seis meses, enquanto 28% esperam estabilidade e 14% apostam em melhora. A parcela que não respondeu foi de 23%.
Entre os indecisos, a expectativa predominante é de manutenção do cenário atual: 46% acreditam que a economia ficará igual nos próximos seis meses. Outros 32% preveem piora, 5% esperam melhora e 18% não responderam.
Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, os dados indicam que a percepção sobre a economia está associada ao posicionamento político dos entrevistados.
“A expectativa sobre os rumos da economia no curto prazo deixou de ser apenas uma percepção técnica ou de bolso para se transformar em um espelho do alinhamento político”, afirmou Tokarski.
Segundo o executivo, eleitores que apoiam Lula tendem a demonstrar maior confiança na condução do governo, enquanto eleitores de Flávio Bolsonaro e parte dos eleitores sem candidato expressam uma visão mais negativa sobre a economia.
A pesquisa foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados por telefone, com 2.006 entrevistados, entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, considerando intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa mostrou que a expectativa sobre a economia nos próximos seis meses varia conforme a intenção de voto declarada. Entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 58% esperam melhora do cenário econômico. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 41% projetam piora.
Quantas pessoas foram entrevistadas na pesquisa BTG/Nexus?
O levantamento ouviu 2.006 pessoas por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa indica uma previsão sobre o futuro da economia?
Não. O levantamento mede a expectativa dos entrevistados sobre os próximos seis meses e não representa uma previsão do comportamento da economia.
Como os eleitores sem candidato definido avaliam a economia?
Entre os eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, 36% esperam piora da economia, enquanto 14% acreditam em melhora. Entre os indecisos, 46% avaliam que o cenário deve permanecer igual.