Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião ministerial. Palácio do Planalto, em junho de 2026 (Ricardo Stuckert - Presidência da República)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 15 de junho de 2026 às 09h34.
Última atualização em 15 de junho de 2026 às 09h36.
A aprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e ultrapassou numericamente a desaprovação, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 15.
O levantamento mostra que 48% dos brasileiros aprovam o governo, enquanto 47% desaprovam a gestão e 4% não souberam ou não responderam.Na comparação com maio, a aprovação avançou um ponto percentual, de 47% para 48%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 47%.
Os índices colocam o governo em situação de empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa.
O resultado marca a primeira vez na série histórica da BTG/Nexus em que a aprovação supera numericamente a desaprovação.Em março, o governo registrava 45% de aprovação e 51% de desaprovação. Em abril, os índices passaram para 46% e 49%, respectivamente. Em maio, a diferença caiu para apenas um ponto percentual, com 47% de aprovação e 48% de desaprovação.
Desde março, a aprovação do governo cresceu três pontos percentuais, enquanto a desaprovação recuou quatro pontos.Os dados também mostram forte relação entre avaliação do governo e preferência eleitoral. Entre os entrevistados que aprovam a gestão de Lula, 83% afirmam votar no presidente no principal cenário de primeiro turno da pesquisa.
Já entre os que desaprovam o governo, 67% declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL). Nesse grupo, Lula registra apenas 2% das intenções de voto.
A pesquisa mostra que a aprovação do governo é mais elevada entre as mulheres. Nesse grupo, Lula registra 53% de aprovação e 42% de desaprovação. Entre os homens, o cenário é inverso: 43% aprovam a gestão e 53% desaprovam.
Por faixa etária, o melhor desempenho ocorre entre os eleitores com 60 anos ou mais, segmento em que a aprovação alcança 55%, contra 42% de desaprovação.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, a aprovação chega a 49%, ante 45% de desaprovação. Já na faixa de 25 a 40 anos, o saldo é negativo para o governo, com 44% de aprovação e 53% de desaprovação.
No recorte por escolaridade, Lula obtém seu melhor resultado entre entrevistados com ensino fundamental, registrando 61% de aprovação e 35% de desaprovação.
Entre aqueles com ensino médio e superior, a desaprovação supera a aprovação. No ensino médio, os índices são de 54% e 41%, respectivamente. Entre os entrevistados com ensino superior, a desaprovação alcança 54%, contra 43% de aprovação.
Regionalmente, o Nordeste continua como principal base de apoio do presidente. Na região, a aprovação chega a 65%, contra 32% de desaprovação.
No Sudeste, 44% aprovam o governo e 52% desaprovam. No Sul, a desaprovação alcança 59%, enquanto a aprovação registra 39%.
Já no Norte/Centro-Oeste, os índices são de 41% de aprovação e 48% de desaprovação.
A análise por renda mostra vantagem do governo entre os brasileiros de menor poder aquisitivo. Entre aqueles com renda familiar de até um salário mínimo, a aprovação alcança 61%, contra 33% de desaprovação.
Entre os entrevistados com renda entre um e dois salários mínimos, o governo registra 55% de aprovação e 40% de desaprovação.
Nos grupos de renda mais elevada, o cenário é inverso. Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, 56% desaprovam a gestão, enquanto 41% aprovam.
No recorte religioso, os católicos seguem mais favoráveis ao governo, com 52% de aprovação e 44% de desaprovação.
Entre os evangélicos, a desaprovação permanece majoritária, alcançando 61%, enquanto 35% aprovam a administração federal.
O governo também apresenta desempenho positivo entre entrevistados sem religião, grupo no qual registra 58% de aprovação e 35% de desaprovação.
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.017 eleitores por telefone entre os dias 12 e 14 de junho. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026.