Mercado de trabalho: em 2026, são 2,46 milhões de contratações a mais, alta de 4,1% (Marcello Casal/Agência Brasil)
Repórter
Publicado em 13 de agosto de 2026 às 17h14.
De janeiro de 2023 a junho deste ano, o Brasil abriu 10.100.342 vagas com carteira assinada, um salto de 19,1% no estoque de empregos formais do país, que hoje soma 62.891.209 vínculos. Os números são da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) Mensal de junho, divulgada nesta quinta-feira, 13, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Em 2026, são 2,46 milhões de contratações a mais, alta de 4,1%.
Ao todo, 4,75 milhões de novos empregados e temporários entraram no mercado no período, um crescimento de 10,9%, levando o total desse grupo de 43,4 milhões para 48,15 milhões de trabalhadores.
O setor público também abriu vagas. Ele passou de 12,79 milhões para 14,31 milhões de servidores e agentes públicos só entre dezembro e junho, alta de 11,9%. No acumulado desde 2023, o crescimento é de 5,1 milhões de vínculos.
"Não houve no nosso mandato nem um ano em que o desemprego foi maior do que a geração de emprego", disse Lula.
Nenhum setor cresceu tanto quanto Serviços. Segundo os dados, são 8,45 milhões de vagas a mais, alta de 28,3%, o suficiente para elevar a fatia no mercado formal de 56,5% para 60,8%. Dentro desse grupo, educação, saúde, administração pública e serviços sociais somaram 6,03 milhões de vínculos (+42,1%), enquanto tecnologia, comunicação, finanças, imóveis e serviços profissionais criaram 1,5 milhão de vagas (+16%).
A Indústria cresceu 10%, com 832 mil postos a mais, chegando a 9,15 milhões de empregos. A Construção Civil saltou de 2,68 milhões para 3,04 milhões de vínculos (+13,3%). O Comércio avançou 3,3%, para 10,54 milhões, e a Agropecuária somou 88 mil vagas (+5%), fechando em 1,86 milhão.
Todo o país criou empregos no período, mas em ritmos diferentes. Em números absolutos, o Sudeste ficou na frente, com 3,78 milhões de novos vínculos, seguido pelo Nordeste, com 2,69 milhões. Proporcionalmente, porém, quem mais cresceu foi o Norte, com alta de 34,7%, seguido do Centro-Oeste (28,6%), Nordeste (27,6%), Sudeste (14,6%) e Sul (12,3%).
São Paulo foi o estado que mais gerou vagas em números absolutos (1,64 milhão), seguido por Minas Gerais (1,29 milhão), Rio de Janeiro (683 mil), Distrito Federal (649 mil) e Bahia (641 mil). Já em crescimento percentual, os destaques ficaram com Roraima (70,8%), Distrito Federal (51,9%), Amapá (48,8%), Tocantins (45,9%) e Piauí (39,5%).
As mulheres cresceram quase o dobro dos homens no mercado. O emprego formal feminino cresceu 25% no período, 5,36 milhões de novas vagas, saindo de 23,34 milhões para 29,18 milhões de vínculos. Entre os homens, o avanço foi de 14,5% (4,26 milhões), chegando a 33,71 milhões. Com isso, a participação das mulheres no total de empregos formais subiu de 44,5% para 46,4%.
O grupo que mais cresceu proporcionalmente foi o dos trabalhadores com 65 anos ou mais, com alta de 73,6%, ou 731 mil vínculos a mais, somando 1,64 milhão de postos. Na sequência vêm os de 50 a 64 anos (+34,7%, ou 3,26 milhões de vagas) e os de 40 a 49 anos (+23,5%, ou 3,05 milhões). Os jovens até 24 anos também avançaram, com 990 mil vínculos a mais (+13,5%), somando 8,30 milhões.
Do lado da escolaridade, quem tem ensino médio completo respondeu pelo maior salto absoluto, com 5,7 milhões de novos vínculos (+20,3%), chegando a 33,70 milhões. Trabalhadores com superior incompleto cresceram 16,9% (370 mil vagas), e quem já concluiu a faculdade viu o estoque saltar 29,1%, de 11,8 milhões para 15,2 milhões de vínculos.
Trabalhadores pardos tiveram o maior crescimento absoluto entre os grupos raciais, com 12,8 milhões de novos vínculos, alta de 88,3%, chegando a 27,34 milhões.
Entre os brancos, o avanço foi de 8,74 milhões (+48,2%), somando 26,88 milhões, e entre os pretos, de 2,15 milhões (+85,4%), para 4,66 milhões. Amarelos e indígenas registraram os maiores saltos percentuais (114,5% e 164,8% respectivamente), ainda que partindo de bases bem menores.