"Brasil pode avançar nas reformas e no equilíbrio fiscal", diz Mansueto

Economista-chefe do BTG e ex-secretário do Tesouro abriu o primeiro painel desta quarta, dia 31, do evento Future of Money, da EXAME

Durante a abertura da segunda edição do Future of Money, da EXAME, nesta quarta, dia 31, o economista-chefe do BTG, Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro, abordou a importância da construção de um cenário econômico com regras claras e equilíbrio nas contas públicas para novos avanços do mercado de moedas digitais.

"O dinheiro digital permite novas oportunidades de investimento, já que pode trazer um elevado retorno, embora haja riscos, e está se tornando cada vez mais comum. O dinheiro do futuro tem como principais benefícios a rapidez e simplificação", disse Mansueto."Mas para tudo isso funcionar é importante ter estabilidade de regras e clareza que o ambiente de negócios no Brasil vai melhorar".

Mansueto também frisou a importância da reforma tributária para a melhoria dos indicadores macroeconômicos e o aprimoramento dos negócios. Hoje, a carga tributária média no país é de 33% do PIB, como lembrou Mansueto, enquanto nos demais países da América Latina é de 22%. "Outro problema é que a arrecadação não é suficiente para pagar as contas públicas", afirmou.

Nesse cenário, o equilíbrio fiscal se faz cada vez mais necessário. Em um contexto anterior à pandemia e dos reveses econômicos que vieram à reboque da crise do coronavírus, o ajuste nas contas públicas poderia até ser realizado no longo prazo, em dez anos.

Com o impacto da crise e o deterioramento das condições fiscais, esse reequilíbrio precisará ser conquistado em menos tempo, segundo Mansueto. "O que era esperado para os próximos dez anos vai precisar ser feito em cinco anos", explicou.

O economista mantém um tom otimista sobre a capacidade do país da realização de reformas estruturantes e da redução do risco fiscal. "Ninguém trabalha com expectativa da Selic voltar a 14%. O Brasil conseguiu fazer a reforma previdenciária e a trabalhista mesmo em um governo que assumiu depois de um impeachment, no caso do ex-presidente Temer, e outro que não tinha base política de sustentação. Podemos fazer mais", afirmou.

 

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