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Bolsonaro tenta impor troca na PF, e Moro pode deixar governo

É a segunda vez que o presidente ameaça trocar o comando da Polícia Federal, atualmente ocupado por Maurício Valeixo
Bolsonaro e Moro: Segundo assessoria de imprensa do ministério, ministro da Justiça não pediu demissão (Flickr/Carolina Antunes/PR)
Bolsonaro e Moro: Segundo assessoria de imprensa do ministério, ministro da Justiça não pediu demissão (Flickr/Carolina Antunes/PR)
Por Da redação, com Estadão ConteúdoPublicado em 23/04/2020 15:25 | Última atualização em 24/04/2020 16:54Tempo de Leitura: 3 min de leitura

O ministro da Justiça, Sergio Moro, avisou que pretende deixar o governo após o presidente Jair Bolsonaro comunicá-lo que trocará o comando da Polícia Federal, atualmente ocupado por Maurício Valeixo. É a segunda vez que o presidente ameaça impor um novo nome na cúpula da corporação.

A assessoria de imprensa do ministério, no entanto, diz que o titular da Justiça não pediu demissão do cargo.

Valeixo foi escolhido por Moro para o cargo no início do ano passado. O delegado comandou a Diretoria de Combate do Crime Organizado (Dicor) da PF e foi Superintendente da corporação no Paraná, responsável pela Lava Jato, até ser convidado pelo ministro, ex-juiz da Operação, para assumir a diretoria-geral.

Embora a indicação para o comando da PF seja uma atribuição do presidente, tradicionalmente é o ministro da Justiça quem escolhe.

Interlocutores de Valeixo dizem que essa nova tentativa de substituí-lo ocorre desde o início deste ano, mas não tem relação com acontecimentos de agosto do ano passado, quando Bolsonaro tentou pela primeira vez trocá-lo por outro nome.

Na ocasião, o presidente teve que recuar diante da repercussão negativa que a interferência no órgão de investigação poderia gerar.

Aliados de Moro afirmaram que o ministro não vai aceitar a troca de Valeixo nas condições que o presidente está colocando, de "cima para baixo".

Crise anterior

No ano passado, após Bolsonaro antecipar a saída do superintendente da corporação no Rio de Janeiro, Ricardo Saad, ministro e presidente travaram uma queda de braço pelo comando da PF.

Em agosto, o presidente antecipou o anúncio da saída de Saadi do cargo, justificando que seria uma mudança por "produtividade" e que haveria "problemas" na superintendência.

A declaração surpreendeu a cúpula da PF que, horas depois, em nota contradisse o presidente ao afirmar que a substituição já estava planejada e não tinha "qualquer relação com desempenho".

Saadi era o coordenador de várias frentes de investigação de lavagem de dinheiro, como por exemplo, a que levou à prisão o ex-presidente Michel Temer.

Nos dias seguintes, Bolsonaro subiu o tom. Declarou que "quem manda é ele" e que, se quisesse, poderia trocar o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo.

A tensão voltou a se repetir no início deste ano, quando o presidente ameaçou separar a pasta da Segurança Pública, que comanda a PF, do Ministério da Justiça, o que abriu uma nova crise entre Bolsonaro e Moro, um dos ministros mais populares do governo.

No entanto, auxiliares do governo aconselharam o presidente a não tomar essa iniciativa, uma vez que isso poderia impactar profundamente sua popularidade.