Bolsonaro pede a banqueiros menores juros em consignado de beneficiários do BPC

A possibilidade foi autorizada na semana passada para beneficiários do BPC, do Auxílio Brasil e do Renda Mensal Vitalícia
Lei sancionada na última quarta-feira autoriza a concessão de crédito consignado a inscritos nos programas de renda do governo ao limite de 40% (Alan Santos/PR/Flickr)
Lei sancionada na última quarta-feira autoriza a concessão de crédito consignado a inscritos nos programas de renda do governo ao limite de 40% (Alan Santos/PR/Flickr)
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Estadão ConteúdoPublicado em 08/08/2022 às 15:40.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, pediu nesta segunda-feira, 8, a banqueiros reunidos em evento promovido pela Febraban, em São Paulo, que reduzam juros cobrados sobre empréstimos consignados contraídos por inscritos no Benefício de Prestação Continuada (BPC). A possibilidade foi autorizada na semana passada para beneficiários do BPC, do Auxílio Brasil e do Renda Mensal Vitalícia (RMC).

"Faço apelo para vocês agora, vai entrar pessoal do BPC no consignado. Isso é garantia, desconto em folha. Se puderem reduzir o máximo possível", declarou o presidente no evento, citando o episódio em que pediu a supermercadistas a redução da margem de lucro em produtos da cesta básica.

Lei sancionada na última quarta-feira autoriza a concessão de crédito consignado a inscritos nos programas de renda do governo ao limite de 40%. Instituições bancárias, no entanto, resistem a aderir à proposta, vista pela campanha à reeleição como possível alavanca para Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, disse na sexta-feira que o banco não vai operar o empréstimo consignado do Auxílio Brasil pelo caráter transitório e, assim, de risco, do benefício. O Auxílio de R$ 600 vence em dezembro.

Lazari está presente no evento da Febraban com Bolsonaro, assim como os CEOs Milton Maluhy (Itaú Unibanco), Roberto Sallouti (BTG Pactual), Mário Leão (Santander Brasil), Marcelo Marangon (Citibank) e outros.

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