Bolsonaro fala em liberar mais parcelas do auxílio emergencial a informais

Em entrevista coletiva, Bolsonaro falou sobre o auxílio emergencial, a cota para aço brasileiro nos EUA e sobre o movimento antifascista

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo pode autorizar pelo menos mais duas parcelas do auxílio emergencial destinado a trabalhadores informais durante a pandemia do novo coronavírus. O valor, segundo ele, ainda está em avaliação, mas deve ser menor do que os R$ 600 das três parcelas anteriores.

“O próprio auxílio emergencial de R$ 600 que está quase certo a quarta e quinta parcela, de valores menores um pouco, que está sendo ajustado pelo Ministério da Economia”, disse Bolsonaro a apoiadores na noite de terça-feira, 2, no Palácio da Alvorada.

Instantes depois, em conversa com jornalistas, Bolsonaro disse que têm duas novas parcelas “acertadas” com o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Falta definir aí o montante. E vamos esperar que até lá os outros governadores entendam o que seja melhor para o seu estado e adotem medidas para voltar aí o povo a trabalhar”, afirmou.

Bolsonaro também confirmou que Guedes quer retomar a proposta da Carteira Verde e Amarela, que flexibiliza os contratos de trabalho. “É uma forma de reaquecer o emprego no Brasil. A gente não pode acabar com o auxílio emergencial e não ter algo já de concreto na praça para atender milhões de pessoas, em especial da informalidade, que foi desempregado”, defendeu o presidente.

Estados Unidos

O presidente Jair Bolsonaro disse que pediu, em telefonema com o presidente norte-americano, Donald Trump, que seja aumentada a cota de produtos semiacabados de aço a que o Brasil tem direito de exportar aos Estados Unidos sem sobretaxas.

O próprio presidente revelou o pedido em entrevista na frente do Palácio da Alvorada, na noite de terça-feira, mas não deu detalhes.

“Uma parte do aço, uma das fases do aço, eu acho que interessa ao americano que amplie a cota. É bom para os dois países”, disse Bolsonaro, contando sobre o telefonema a Trump. “Não aprofundei o assunto, falei por alto, e espero uma próxima visita, tão logo seja … ele deu ok, eu preciso ir aos EUA tratar de alguns assuntos lá, com a minha equipe, e tenho muita esperança de ter resolvido o problema do aço brasileiro.”

Não existe programação de nova viagem aos EUA – seria a quinta desde que Bolsonaro assumiu a presidência – e, no momento, as ligações aéreas entre Brasil e Estados Unidos estão fechadas dada a epidemia do novo coronavírus.

Na terça-feira, Bolsonaro se reuniu com representantes do setor siderúrgico. Um dos pedidos foi justamente para que o presidente conversasse com Trump para flexibilizar o sistema de cotas no qual o aço brasileiro está inserido desde 2018, quando o governo norte-americano decidiu sobretaxar a importação de aço.

Inicialmente, o Brasil seria atingido diretamente pela sobretaxa, mas uma negociação à época permitiu a criação da cota de isenção. No ano passado, Trump anunciou mais uma vez que recolocaria a taxa, mas o Brasil ficou novamente de fora, mantendo a cota.

Antifascismo

Bolsonaro classificou de “marginais” e “terroristas”, os grupos antifascismo que têm organizado manifestações pela democracia e contrárias a seu governo, acrescentando que a polícia precisa de “retaguarda legal” para agir com o crescimento “desse tipo de movimento”.

“Começou aqui com os Antifas em campo, com motivo no meu entender político, diferente (dos EUA). São marginais, no meu entender, terroristas, e tem ameaçado agora domingo fazer movimentos pelo Brasil, em especial aqui no DF.

Bolsonaro repete a retórica do presidente norte-americano, Donald Trump, que foi às redes sociais acusar o Antifa –movimento antifascista que não tem nem organização, nem líderes claros, mas milhares de apoiadores e voluntários pelo mundo– de estar por trás dos protestos contra o racismo nos Estados Unidos. Em sua conta no Twitter, retuítada por Bolsonaro, Trump disse que iria classificar o Antifas como movimento terrorista.

Em sua fala, Bolsonaro acusa o grupo de estar por trás dos protestos pró-democracia feitos por torcidas organizadas em São Paulo, no último domingo. O movimento na verdade partiu de torcidas organizadas de times de futebol da capital paulista.

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