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Bolsonaro diz que fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões não será sancionado

Segundo Bolsonaro, o dinheiro pode ser mais bem empregado na construção de pontes e construção de malha rodoviária, por exemplo

O presidente Jair Bolsonaro pretende vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, aprovado pelo Congresso Nacional na semana passada com votos da bancada governista. A declaração foi dada à TV Brasil. A emissora adiantou há pouco trechos de uma entrevista exclusiva que irá ao ar às 22h30 de hoje.

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Na avaliação de Bolsonaro, a cifra aprovada é astronômica e poderia ser mais bem utilizada em obras de infraestrutura. "É uma cifra enorme, que no meu entender está sendo desperdiçada, caso ela seja sancionada. Posso adiantar para você que não será sancionada", afirmou o chefe do Palácio do Planalto.

 “A tendência nossa é não sancionar isso daí em respeito aos trabalhadores, ao contribuinte brasileiro”, disse Bolsonaro

Segundo o presidente, o dinheiro pode ser mais bem empregado na construção de pontes e construção de malha rodoviária, por exemplo.

Ontem, ao deixar o hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde ficou internado por quatro dias para tratar uma obstrução parcial do intestino, Bolsonaro afirmou que a elevação do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões - mais do que o triplo destinado às eleições de 2018, quando foi distribuído R$ 1,8 bilhão - foi uma "casca de banana" dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Ele jogou a culpa pelo aval dado ao Parlamento à proposta no vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), que liderava a sessão.

Auxílio Emergencial e novo programa de renda

O presidente comentou que, mesmo com a pandemia o Brasil conseguiu encerrar o ano passado com mais empregos do que no ano anterior.

Bolsonaro também falou sobre o auxílio emergencial que o governo vem pagando aos brasileiros em função da pandemia de covid-19. No ano passado foram pagas 5 parcelas de R$ 600 às famílias que comprovassem necessidade.  “Nós gastamos em auxílio emergencial em 2020 o equivalente a mais dez anos de Bolsa Família”, disse.  E comentou que o novo programa de transferência de renda que deverá substituir o Bolsa Família deve ter um incremento de mais de 50% no valor que é pago atualmente.

Vacinação

Bolsonaro disse que, excetuando os países produtores de imunizantes, o Brasil é o país que mais tem vacinado no mundo. Segundo ele, no Brasil já foram distribuídas mais de 150 milhões de doses de vacina e mais de 100 milhões de pessoas já tomaram a primeira dose. “Mais da metade das pessoas acima de 50 anos já estão vacinadas”, disse. Comentou também sobre o apoio do governo federal a estados e municípios no combate à pandemia. Segundo ele, foram cerca de R$ 700 bilhões repassados para o combate da covid-19 para abertura de leitos de UTI, compra de insumos.

Amazônia

“A Amazônia é uma região riquíssima.”, disse. Segundo o presidente, está a cargo do Ministério de Minas e Energia um projeto que permita às comunidades indígenas que vivem em terras demarcadas desenvolver atividades como garimpo, criação de pequenas centrais hidrelétricas e cultivo de plantações. “Algumas comunidades indígenas estão vibrando com a possibilidade de aprovar esse projeto para dar dignidade a eles”.

Bolsonaro também falou sobre a distribuição de títulos da reforma agrária na região. “Em dois anos de governo nós distribuímos mais títulos do que nos últimos 20 anos”, disse.

O presidente disse que também trabalha para a eliminação de gargalos que impedem a exportação, a exemplo do asfaltamento da BR-163. “Eram uns 50 quilômetros apenas mas que levavam uns 10 dias de chuva para um caminhão carregado passar. O Tarcísio [de Freitas, ministro da Infraestrutura] asfaltou isso daí”.

Saúde

O presidente também comentou sobre seu estado de saúde.  Segundo ele, o quadro de obstrução intestinal foi agravado por uma crise de soluços, mas ele garante que o problema já foi resolvido. “Eu estou bem, 100%”. E concluiu: “Estou bem e vou cumprir essa missão até o último dia”.

 

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