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BNDES nega que haja demanda para financiar serviços de infraestrutura no exterior

Em nota, o BNDES não menciona o projeto na Argentina, mas ressalta que há esforços "no sentido de alavancar a exportação de produtos e bens produzidos no Brasil"

BNDES: o posicionamento está de acordo com informação de fontes do entorno da nova diretoria (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

BNDES: o posicionamento está de acordo com informação de fontes do entorno da nova diretoria (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 24 de janeiro de 2023, 20h21.

Última atualização em 24 de janeiro de 2023, 20h43.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) negou nesta terça-feira, 24, que haja demanda para financiar "serviços de infraestrutura" no exterior, um dia depois de o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defender o financiamento à construção do segundo trecho do gasoduto que escoa a produção de gás de xisto da região de Vaca Muerta, e poderia chegar ao sul do Brasil.

Em nota, o BNDES não menciona o projeto na Argentina, mas ressalta que há esforços "no sentido de alavancar a exportação de produtos e bens produzidos no Brasil, gerando emprego e renda em nosso país e fortalecendo a integração regional das cadeias produtivas com escala, competitividade e valor agregado".

O posicionamento está de acordo com informação de fontes do entorno da nova diretoria do BNDES, que será comandada pelo ex-ministro Aloízio Mercadante, de que eventual participação do banco de fomento no financiamento às obras do gasoduto se restringiria às exportações de insumos produzidos no País, como tubos.

Essa possibilidade foi corroborada também pelo ministro da Economia da Argentina, Sérgio Massa, em entrevista coletiva concedida ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na segunda-feira, 23, em Buenos Aires.

Segundo a nota divulgada pelo BNDES, qualquer mudança na política de financiar a contratação de construtoras brasileiras para prestarem serviços de obras no exterior envolveria o crivo do Tribunal de Contas da União (TCU).

"Qualquer alteração nessa política passará necessariamente por um entendimento com o TCU, uma vez que o presidente do tribunal, Bruno Dantas, tem reforçado o papel de acompanhamento colaborativo das políticas públicas por parte da referida instituição", diz a nota do BNDES.