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Após tiros em caravana, Lula divide holofotes com Bolsonaro em Curitiba

ÀS SETE - Durante toda a sua caravana pelo Sul do país, o petista enfrentou protestos de apoiadores do deputado

A caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela região Sul do Brasil termina nesta quarta-feira após um episódio de violência que o governo classificou como “inaceitável”.

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Segundo o PT, dois ônibus da caravana foram atingidos ontem por três tiros entre as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul.

Os ônibus passarão por perícia e a Polícia Militar do Paraná disse que reforçará o policiamento nos locais de manifestação.

O episódio acirra ainda mais os ânimos de Lula e de seus adversários. O tom é de briga de rua. À noite, num discurso, Lula afirmou que “depois do nazismo e do fascismo, não vamos permitir grupos fanáticos neste país”.

O candidato do PSDB às eleições presidenciais, Geraldo Alckmin, aproveitou para baixar um pouco mais o nível ao afirmar que “eles estão colhendo o que plantaram”.

O saldo da caravana é bem diferente das edições anteriores, quando o petista fez comícios por nove estados do Nordeste, por Minas Gerais e uma dobradinha entre Rio de Janeiro e Espírito Santo, todas em 2017. Antes aclamado nos eventos, desta vez, Lula enfrentou ondas de protesto, boicotes e manifestações.

Entre os episódios da conturbada passagem de Lula no Rio Grande do Sul destaca-se o ato em Passo Fundo, em que um grupo de apoiadores do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) queimou pneus na principal entrada da cidade. Lula seguiu para São Leopoldo sem conseguir falar aos seus eleitores.

Em Santa Catarina Lula foi alvejado por ovos. Já no Paraná, na cidade de Francisco Beltrão, um integrante da segurança da caravana do ex-presidente agrediu um repórter do jornal O Globo.

O jornalista filmava a abordagem de seguranças a manifestantes contrários a Lula, próximo ao aeroporto da cidade. Dentro do veículo dos manifestantes havia quatro pneus e uma garrafa de óleo diesel para barricadas.

Os ânimos se acirraram durante a viagem de Lula pois a caravana se entrelaçou com a rejeição dos embargos de declaração no Tribunal Regional da 4ª Região e o início da apreciação de seu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal.

Como os ministros não finalizaram o julgamento, o petista não pode ser preso ao menos até o dia 4 de abril, mesmo sendo condenado em segunda instância.

Para apimentar ainda mais o cenário, nesta quarta-feira, o próprio Jair Bolsonaro promete ir a Curitiba, onde Lula fecha seu périplo pelo Sul, para disputar o holofote. É um desenho pronto para novos episódios de confusão e, talvez, de violência.

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