Angra 1 volta ao SIN após desligamento automático

Ontem pela manhã, a operação da unidade foi interrompida por um desligamento automático em função de uma forte oscilação na rede elétrica externa

	Usinas nucleares: segundo a Eletronuclear, a usina foi ressincronizada à 1h03 de hoje e está em processo de elevação de potência
 (Wikimedia Commons)
Usinas nucleares: segundo a Eletronuclear, a usina foi ressincronizada à 1h03 de hoje e está em processo de elevação de potência (Wikimedia Commons)
Por Idiana TomazelliPublicado em 23/09/2015 15:41 | Última atualização em 23/09/2015 15:41Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Rio - A usina nuclear Angra 1, no Rio de Janeiro, voltou a ser sincronizada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) na madrugada desta quarta-feira, 23.

Ontem pela manhã, a operação da unidade foi interrompida por um desligamento automático em função de uma forte oscilação na rede elétrica externa.

Segundo a Eletronuclear, a usina foi ressincronizada à 1h03 de hoje e está em processo de elevação de potência. A previsão é que atinja 100% de sua capacidade (640 megawatts) até o fim do dia de hoje.

No momento do desligamento, Angra 1 operava com toda sua potência. De acordo com a Eletronuclear, o desligamento automático é um procedimento de segurança em decorrência de uma alteração de frequência no SIN.

Reabastecimento

A Eletronuclear também informou hoje que a usina Angra 2 será desconectada do SIN à 0h deste sábado, 26, para reabastecimento de combustível.

"Trata-se de uma parada programada com duração estimada de 30 dias. Durante o período, o Operador Nacional do Sistema (ONS) realizará manobras no sistema elétrico de forma a garantir o abastecimento seguro de energia", diz a concessionária.

Segundo a Eletronuclear, cerca de um terço do combustível nuclear será recarregado. A parada também servirá para atividades de inspeção e manutenção periódicas e para instalações de diversas modificações de projeto, que precisam ser feitas com a usina desligada.

A empresa informa que foram contratadas companhias nacionais e internacionais - entre elas a Areva, Siemens e Tecnatom - que irão disponibilizar cerca de 1,3 mil profissionais (250 estrangeiros) para dar suporte aos técnicos da Eletronuclear.