Aneel cobra esclarecimentos da distribuidora Equatorial após apagão no Piauí

As falhas de fornecimento, de 31 de dezembro a 3 de janeiro, impactaram cerca de 71 mil unidades consumidoras
Aneel: o fornecimento em Teresina foi completamente normalizado no dia 3, de acordo com informações prestadas pela Equatorial à Aneel, disse o regulador (TV Clube/Reprodução)
Aneel: o fornecimento em Teresina foi completamente normalizado no dia 3, de acordo com informações prestadas pela Equatorial à Aneel, disse o regulador (TV Clube/Reprodução)
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Reuters

Publicado em 05/01/2021 às 15:08.

Última atualização em 05/01/2021 às 15:12.

Após um apagão atingir a região de Teresina, no Piauí, durante a virada de ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disse nesta terça-feira que cobrou explicações da distribuidora responsável pelo suprimento local, a Equatorial Energia, e que abrirá um processo de fiscalização.

As falhas de fornecimento, de 31 de dezembro a 3 de janeiro, impactaram cerca de 71.000 unidades consumidoras, de acordo com o órgão regulador, e vieram pouco depois de um "apagão" que impactou até 90% do Amapá no início de novembro, incidente que deixou parte do estado na Região Norte sem luz por mais de 20 dias.

Em comunicado publicado em seu site, a Aneel afirmou que deu prazo até 11 de janeiro para que a Equatorial Piauí informe a quantidade de consumidores afetados, bem como os equipamentos da rede afetados pela falha e a quantidade de equipes emergenciais disponibilizadas para solucionar o problema.

"A Aneel utilizará tais informações em processo de fiscalização específico para a apurar a conduta da Equatorial na ocorrência", disse a agência, ao destacar que verificará a efetividade das ações para retomada do sistema e o atendimento aos consumidores.

O fornecimento em Teresina foi completamente normalizado no dia 3, de acordo com informações prestadas pela Equatorial à Aneel, disse o regulador.

A Equatorial controla a distribuição de energia no Piauí desde meados de 2018, após ter comprado a concessionária local junto à estatal Eletrobras em um leilão de privatização.

Procurada, a empresa não respondeu de imediato a um pedido de comentários. As causas do problema não são conhecidas.

A Aneel já abriu também processo de fiscalização para apurar responsabilidades sobre o blecaute do Amapá. A falha de fornecimento teve início após uma explosão em uma subestação de energia que danificou transformadores.