Minas Gerais: Cleitinho tem liderança unânime, apesar de leve queda de popularidade (Reprodução/Instagram)
Colaboradora
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 14h36.
Última atualização em 3 de setembro de 2026 às 14h43.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) segue na liderança isolada na corrida pelo governo de Minas Gerais, segundo a última rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas eleitorais da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME nesta quinta-feira, 3.
No primeiro turno, ele registra 35,37% das intenções de voto, mantendo estabilidade desde o último resultado, divulgado em 19 de agosto, quando pontuou com 35,95%.
É na disputa pelo segundo lugar, que pode ir para um segundo turno com Cleitinho, que pode haver uma mudança. Alexandre Kalil (PDT) aparece com 13,99%, mas ganhou uma companhia que ameaça ultrapassá-lo: Patrus Ananias (PT), com 12,86% das intenções de voto.
No levantamento anterior, Kalil registrava 14,19%, representando uma oscilação negativa de 0,2 pp. Já Patrus cresceu 0,66 pp desde agosto, quando tinha 12,20%. A nova distância entre os dois candidatos é de 1,13 ponto.
Entre os demais candidatos, o governador Mateus Simões (PSD) tem 8,59%, Gabriel Azevedo (MDB) tem 5,48%, e Flávio Roscoe (PL), 3,36%. Ben Mendes (Missão) aparece com 2,21%. Indira Xavier (UP) tem 1% das intenções de voto. Túlio Lopes (PCB) registra 0,37% e Rafael Duda (PSTU), 0,13%. Henrique Áreas (PCO) não pontuou.
De acordo com o medidor de tendência do agregador, Cleitinho tem queda de 0,19 pp e Kalil de 0,18 pp. Patrus tem alta de 1,40 pp, Simões e Roscoe de 0,20 pp, e Azevedo de 0,17 pp. Ben Mendes tem queda de 0,13 pp.
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O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até as 12h de 31 de agosto, por exemplo, a base recebeu 39 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 431 levantamentos considerados na iteração anterior.