Aeroportos brasileiros derrapam, mas devem decolar no longo prazo, diz Fitch

Em relatório, agência destaca que a queda nos transportes de carga foi influenciada pela crise global, mas prevê crescimento para o setor

São Paulo - A demanda por aeroportos no Brasil vai continuar a crescer, apesar de algumas pressões financeiras de curto prazo, diz a agência de avaliação de crédito Fitch.

De acordo com a agência, o aeroporto de Cumbica, o mais movimentado do país, registou um aumento anual de 7,2% no tráfego de passageiros em maio, apesar da queda de 38,6% no transporte de cargas.

“Acreditamos que a redução no tráfego de carga é de curto prazo, provavelmente causada pela desaceleração global. Mas tendências de longo prazo, como a resistência relativa da região à recessão global e a percepção crescente de risco nos países desenvolvidos, devem fazer com que essa tendência temporária negativa seja superada”, disse a agência em um relatório, na sexta-feira.

A agência destacou ainda que os grandes eventos esportivos que o país sediará – Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 – somados ao aumento do tráfego interno de passageiros devem manter as finanças dos aeroportos nas alturas.

Evidência disso, segundo a agência, é que nos últimos cinco anos, o tráfego de passageiro dos aeroportos brasileiros aumentou em um terço. 

A Fitch destaca ainda que o apoio do legislativo brasileiro a projetos de transporte é fundamental para o setor de aeroportos e destaca a necessidade de um ambiente regulatório estável – como nas áreas de pedágios e energia – para o sucesso do segmento.

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