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3,9 milhões de brasileiros vivem em áreas sujeitas a deslizamentos e inundações

Estados considerados mais críticos são Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, principalmente em razão do relevo mais montanhoso

 (AFP/AFP Photo)

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Da redação, com agências

Publicado em 22 de janeiro de 2023, 16h00.

O Brasil tem 3,9 milhões de pessoas que vivem em 13.297 áreas de risco. Ao menos quatro mil localidades são classificadas como de “risco muito alto”, ou seja, sujeitas a deslizamentos ou inundações. Já o número de áreas classificadas como de “risco alto” é de 9.291. Os dados podem ser visualizados no painel do Serviço Geológico do Brasil, vinculado ao Ministério de Minas e Energia.

Segundo o documento, os estados mais impactados são Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

“Esses estados têm grande parte do relevo caracterizado por áreas bastante montanhosas, os municípios estão parcialmente assentados sobre terrenos inclinados, morros e regiões serranas e naturalmente são áreas sujeitas a processos de instabilização de encostas - os deslizamentos. Além disso, são estados que têm [áreas] hidrográficas consideráveis, com rios bastante importantes e grandes terrenos ocupados nas margens desses rios, o que sujeita a população a sofrer com os eventos de inundação”, afirmou Julio Lana, geólogo, pesquisador do Serviço Geológico (SGB) e coordenador executivo do Programa de Cartografia de Áreas de Risco Geológico.

O Serviço Geológico do Brasil disponibiliza o mapa online para prevenção de desastres. O mapa apresenta a localização e algumas características de área propensas a serem afetadas por eventos adversos de natureza geológica, como deslizamentos, inundações, enxurradas, fluxo de detritos, quedas de blocos de rochas e erosões.

O mapeamento é feito para caracterizar as áreas sujeitas a perdas ou danos decorrentes da ação de eventos de natureza geológica, destacou o coordenador. “Quando esse mapeamento é finalizado ele é enviado para a Defesa Civil e outras instituições do poder público, responsáveis por tomar medidas de prevenção, como, por exemplo, realizar as ações de monitoria, alerta, desenvolver políticas públicas para promover o ordenamento territorial, ou seja, para evitar que novas áreas de risco surjam nesses municípios. São as principais medidas de prevenção que esperamos que sejam tomadas em decorrência do mapeamento”, afirmou Lana.

O mapa não contempla a totalidade das cidades brasileiras, e, sim, as 1.600 cartografadas até o momento. Assim, podem existir áreas sujeitas a desastres em localidades ainda não mapeadas pelo Serviço Geológico.

“Não são todos os municípios brasileiros que foram contemplados. E, dentre os estados que têm maior número de cidades mapeadas, estão justamente Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. É interessante destacar que eles têm o maior número de áreas de risco e consequente população nessas áreas justamente porque têm o maior total de cidades mapeadas em comparação com outros estados”, finalizou.

(Com informações de Estadão e Agência Brasil)