12 fatos importantes que aconteceram no país enquanto você assistia à Copa

Durante o mundial, um ministro de Temer foi afastado do cargo e o ex-presidente Lula quase saiu da prisão; veja os fatos que marcaram o último mês
 (Philippe Wojazer/Reuters)
(Philippe Wojazer/Reuters)
V
Valéria BretasPublicado em 16/07/2018 às 11:10.

São Paulo - A vitória da França por 4 a 2 sobre a Croácia neste domingo (15) cravou o fim na Copa do Mundo 2018 na Rússia. Apesar de a competição ter dominado os noticiários desde o dia 14 de junho, não faltaram acontecimentos que deram o que falar no Brasil.

EXAME fez um resumo dos fatos que marcaram o último mês enquanto você assistia à Copa.

STF veta condução coercitiva de investigados - 14 de junho

Logo no dia da abertura do mundial, o Supremo decidiu que a condução coercitiva de investigados (quando a pessoa é levada para prestar depoimento) viola a Constituição Federal. Para o colegiado, a condução para interrogatório — comum nas operações da Lava Jato — afronta princípios como o direito ao silêncio, da não autoincriminação, da presunção de inocência e de ir e vir.

Ex-secretário de Geraldo Alckmin é preso - 21 de junho

Em operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), Laurence Lourenço, ex-secretário de Transportes de Geraldo Alckmin quando era governador de São Paulo, foi preso por desvio no Rodoanel.

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5.ª Vara Criminal Federal, mandou prender outros 14 investigados por suspeita de desvios de cerca de 600 milhões de reais no empreendimento da Desenvolvimento Rodoviário S.A.

STF liberta José Dirceu - 26 de junho

Em decisão concedida no dia 26 junho, a 2º turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tirou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu da cadeia. Ele estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde o fim do mês passado, depois que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou sua condenação na Operação Lava Jato. 

Mais executivos se tornaram réus na Lava Jato - 29 de junho

No âmbito da Operação Lava Jato, a Justiça Federal do Distrito Federal acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e transformou em réus por corrupção ativa os executivos da J&F Joesley Batista por corrupção passiva o ex-procurador da República e advogado Marcello Miller. A denúncia acusa Miller de receber ao menos 700 mil reais para ajudar a J&F a conseguir um acordo de delação premiada.

Fora da alçada da Lava Jato, quem também se tornou réu durante as partidas do mundial foi o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA). Ele é acusado de exigir que o então ministro da Cultura Marcelo Calero produzisse um parecer técnico favorável a ele para liberar a construção de um apartamento luxuoso em Salvador, na Bahia.

Eike Batista é condenado - 3 de julho

No dia 3 de julho, o empresário foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de fazer pagamentos indevidos no valor de 16,5 milhões de dólares ao ex-governador fluminense Sérgio Cabral, em 2011, e de tentar ocultar a propina por meio de uma operação de lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, a fim de ocultar o pagamento a Cabral, o doleiro Renato Chebar criou uma offshore chamada Arcadia Associados, que assinou um contrato fictício com a empresa Centennial Asset Mining Fund, de Eike Batista, para a possível aquisição de uma mina de ouro.

RJ proíbe canudos plásticos - 5 de julho

Durante os jogos, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade brasileira a banir o uso de canudos plásticos em quiosques, bares e restaurantes. 

A medida foi publicada no Diário Oficial no dia 5 de julho. O projeto, de autoria do vereador Jairinho (MDB), estipula multa de até 3 mil reais aos estabelecimentos que descumprirem a lei - o valor pode ser multiplicado em caso de reincidência. Em vez do plástico, a medida determina o uso de canudos feitos de materiais biodegradáveis

STF afasta ministro do Trabalho - 5 de julho

No início do mês, o ministro do trabalho Helton Yomura foi afastado do cargo pelo Supremo por suspeita de participar de um esquema de concessões irregulares de registros sindicais na pasta. Apesar de negar, Yomura pediu demissão do ministério.

Quem assumiu o comando da pasta foi o ex-vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região (TRT-3) Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello. Formado em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele é desembargador aposentado e consultor do escritório de advocacia Sergio Bermudes.

Guerra jurídica quase tira Lula da cadeia - 8 de julho

No dia 8 de julho, Rogério Favretodesembargador federal e plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão. Ele acatou pedido de três deputados do PT e suspendeu a execução provisória da pena em segundo grau contra o petista. 

A decisão tomada por Favreto, porém, colocou o caso no centro de uma queda de braço jurídica. Em três momentos a ordem foi questionada.  O confronto só foi solucionado após mais de dez horas, quando o presidente do TRF4, Carlos Eduardo Thompson Flores, mandou o caso de volta para o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato na corte, e endossou a permanência de Lula na cadeia.

Datena desiste de concorrer ao Senado - 9 de julho

O apresentador, que tinha se filiado ao DEM para sair candidato ao Senado nas eleições de outubro, desistiu de sua candidatura. Ele fez o anúncio na segunda-feira (9) durante o seu programa Brasil Urgente, na TV Bandeirantes.

"É a segunda vez que eu me proponho a ajudar o meu país, sem ser aqui no programa, mas não era a hora”, disse.

Moro compartilha Lava Jato com Receita Federal - 11 de julho

As provas obtidas pela Operação Lava Jato poderão ser usadas pela Receita Federal e a Procurador-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A decisão aconteceu no dia 12 julho em razão de os órgãos de um despacho que limitava o uso de provas compartilhadas dentre os colaboradores.

Malala expande sua fundação para o Brasil - 11 de julho

Em visita ao Rio de Janeiro (RJ) na última quarta-feira (11), a ativista e vencedora do prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai anunciou a expansão de sua organização de caridade com foco em educação para meninas, a Malala Fund, na América Latina, começando pelo Brasil. Na ocasião, ela também aproveitou para fazer críticas a política do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de separar filhos de imigrantes ilegais de suas famílias. 

Impeachment contra Crivella - 12 de julho

Na última quinta-feira (12), o pedido de impedimento contra o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi rejeitado pela Câmara Municipal da cidade por 29 votos a 16.

O pedido, protocolado pelo vereador Átila Nunes (MDB) e pelo diretório municipal do PSOL, acusa Crivella de oferecer vantagens a eleitores de igrejas evangélicas.