A crise vai acabar, e o que você aprendeu?

Um dos grandes aprendizados: o processo de tomada de decisão foi um fator predominante para que as empresas lidassem bem ou não com a crise

A crise da Covid-19 em algum momento vai acabar. Hoje eu já encontro trânsito ao andar por São Paulo e muita gente disposta – e com vontade – de voltar à normalidade. Se ainda não acabou, já passamos pelo momento mais crítico, na economia principalmente. Fico feliz em ver que muitos já conseguiram passar bem pelo pior momento da crise. Quais os aprendizados que tivemos (e estamos tendo) com esse momento? 

Um dos grandes aprendizados é extremamente relevante: o processo de tomada de decisão foi um fator predominante para que as empresas lidassem bem ou não com a crise. De modo geral, empresas burocráticas, lentas, centralizadoras, tiveram problemas para lidar com a pandemia, enquanto aquelas que eram libertárias, descentralizadoras conseguiram lidar melhor – afinal, adaptação foi mais rápida e fácil.

O planejamento central, que é um desastre para economias ao redor do mundo, não funciona bem nem no ambiente corporativo. Como mostrou Friedrich Hayek, o planejador central não tem como saber todas as variáveis de um momento complicado como foi a pandemia (Hayek também nos ensinou que as emergências são os momentos em que as liberdades individuais são extintas, mas isso é assunto para outro dia). 

Em um primeiro momento da pandemia, era de extrema importância determinar objetivos para cada área das empresas e buscar as inovações necessárias para passar pela crise. Isso só se faz com liberdade para buscar as soluções criativas necessárias. A transformação digital virou um imperativo do dia para a noite para muitas das companhias, e as mais rápidas conseguiram abraçar isso e até aproveitar a pandemia para crescer! 

Entrando no modo sobrevivência

Como lidamos com a crise na Singu e como isso pode virar aprendizado? Em um primeiro momento, foi extremamente importante definir alguns objetivos para cada departamento da empresa a fim de garantir a sobrevivência do negócio e realocar parte dos recursos (financeiros e humanos) para inovação, de maneira a encontrar novos canais de crescimento durante a crise. Vamos falar disso logo mais. 

Passamos o pente fino na empresa, revisando todas as despesas e possíveis cortes. Passamos a pensar no nosso relacionamento com o cliente, parceiros e sociedade, pensando em como podemos contribuir para que o Brasil consiga passar pela pandemia sem maiores danos. Era um momento de ter empatia, conseguir somar, entendendo que nossa empresa era o ganha-pão de muita gente que não podia ficar sem trabalhar. 

Com todas essas mudanças, sentamos com o time, apresentamos os números e determinamos qual era a realidade do seu business. Apresentamos as projeções com diversos cenários (otimista, pessimista e realista) e o que se esperava para os próximos meses. Entramos no modo de sobrevivência. 

Depois disso, alinhamos com a equipe os OKRs e demos liberdade para que eles pensassem em novas soluções. Liberdade foi fundamental, foi isso que garantiu que passassemos por isso e bem. A análise foi importante para saber qual o caminho que poderíamos começar a testar e como isso impactaria a empresa – estimulamos a criatividade.

Não pare de estimular a inovação

Você parou de investir em pesquisa e desenvolvimento e de estimular a inovação em seu negócio? Se você acredita que esse seja um corte de custos inteligente, infelizmente você está cortando o crescimento da sua empresa nos próximos anos. Talvez essa tenha sido a decisão mais errada que você tomou durante a pandemia. Ao dar a liberdade para as pessoas, você também tem que dar também o mandato de inovação e criatividade. 

Um estudo revelou que as 100 empresas mais inovadoras do mundo investem ainda mais em P&D durante uma recessão. No momento em que caixa é rei, se sua empresa tem a sorte de estar em uma posição financeira mais favorável do que a maioria, é essencial que você busque manter seu investimento nas novas frentes. 

O que reforça esse argumento é um outro estudo da Bain & Company que analisou 5000 empresas durante 10 anos e revelou que um dos fatores que mais fizeram essas empresas crescerem foi investir em inovações fora dos seus core business. É muito provável que neste exato momento esteja surgindo uma startup que tenha a capacidade de abocanhar uma fatia relevante do seu respectivo setor. São milhões de empreendedores agindo livremente para inovar, crescer. 

Isso é ainda mais importante em uma crise. Uma opção adotada na Singu, foi permitir que nossos clientes tivessem acesso a vouchers. Dessa forma, foi possível antecipar a receita futura, blindando o caixa naquele momento e podendo compor um fundo que ajudou (e ajuda) nossas profissionais a atravessar este momento difícil. 

Isso só foi possível ao permitir que as pessoas fossem criativas sem medo de serem punidas em caso de erro. Da crise, podemos levar uma grande lição: a liberdade é o melhor remédio para qualquer problema. Tenha sempre isso em mente na hora de tomar qualquer decisão para sua empresa e seus funcionários. 

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