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Nova Exame

O que a pandemia nos ensina sobre composição de equipes

Os empregadores estão focados em ter profissionais com habilidades essenciais para atravessar períodos de crise

Existe uma curiosidade natural em torno da definição do “novo normal” – termo que eu não gosto muito de usar. Quem me conhece sabe que eu sou bastante resistente à futurologia, principalmente em uma situação tão nova como a que estamos vivendo. Prefiro me ater a previsões com base em dados ou panoramas mais concretos. Considerando isso, o que posso afirmar é que os processos de contratação não serão mais os mesmos. Essa é também a percepção de 63% dos profissionais com poder de decisão sobre o preenchimento de uma vaga entrevistados para a produção da 12ª edição do Índice de Confiança da Robert Half.

No meu entender, essa mudança não se restringe à adoção de métodos e ferramentas que permitem entrevista, contratação e integração em formato remoto. Diz respeito ao que está sendo buscado no perfil dos profissionais. Eu continuo acreditando em equipes mistas. Vejo valor na integração de profissionais extremamente capacitados com aqueles que possuem potencial de desenvolvimento.  Mas não é a respeito disso que estou falando.  

A questão é que, diante das incertezas geradas pela pandemia, os empregadores estão focados em ter na equipe profissionais com habilidades essenciais para atravessar períodos de crise, principalmente com relação aos que ocupam posições-chave e, por isso, têm participação fundamental no resultado dos negócios. A valorização é para os proativos, com vontade de aprender e resiliência, além da capacidade de se adaptar a mudanças e de gerenciar o próprio desempenho. 

É claro que é difícil ser ou encontrar alguém com todas essas qualificações. Mas é possível iniciar esse desenvolvimento ao assumir as rédeas da própria carreira, com destaque para: buscar informações, pedir feedback, demonstrar interesse em se adaptar ao novo, administrar a evolução, conhecer os próprios limites e pedir apoio aos pares ou ao gestor quando algo não vai bem, antes que isso seja descoberto apenas na reunião de resultados.

Sugiro, ainda, que as organizações invistam em treinamentos e suporte para que os profissionais construam fortes relações de trabalho, tendo em vista as mudanças bruscas que aconteceram nas operações, incluindo as que se referem ao trabalho remoto. No apoio aos líderes, a atenção deve ser ao desenvolvimento de habilidades que os capacitem a gerir o trabalho distribuído.  

Sugiro que sigamos dando passos planejados, mas entendendo a importância de viver um dia de cada vez. Ajuste a estrutura e os processos da organização, dentro das recomendações dos órgãos de saúde, e espere tudo isso passar para entender quais adaptações cabem, ou não, dentro da sua realidade organizacional. Afinal, esse não é o primeiro e nem será o último grande obstáculo do mundo, mas o bom é que podemos sair melhores de cada desafio. Isso depende de cada um de nós.

Aqui neste Blog, você encontra outros artigos sobre carreira, gestão e mercado de trabalho. Também é possível ter mais informações sobre os temas na Central do Conhecimento do site da Robert Half.

 

*por Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half

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