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Comunicação: sete expressões ofensivas para extinguir do seu vocabulário

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é um momento oportuno para revermos a qualidade da nossa comunicação na vida pessoal e profissional

Hoje é o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (PcD). Atualmente, cerca de 372 mil integrantes desse grupo estão no mercado de trabalho do Brasil, de acordo com dados do Governo Federal. O que vejo, no contato com líderes e candidatos, é que, dentro de uma organização, tudo o que esses profissionais querem é serem reconhecidos por suas habilidades e por seus resultados, desfrutando das mesmas oportunidades e do mesmo tratamento de toda a equipe.

Em primeiro lugar, noto nesses profissionais o desejo de serem tratados com igualdade e não como “pessoas especiais” com base em alguma percepção romantizada ou que possa ter qualquer relação com o sentimento de pena. Sei que essa discussão ainda precisa ser bastante aprofundada e compreendida. Mas, dentro e fora das organizações, podemos dar um passo importante, prático e imediato: cuidar da qualidade da nossa comunicação, excluindo de vez das conversas, pelo menos, sete expressões capacitistas, ou seja, que discriminam as pessoas com deficiência:

1) “Você deu mancada!”

Muito ofensiva para quem se desloca com alguma dificuldade, essa expressão é usada como sinônimo de erro, gafe ou deslize de alguém, no sentido de falta de comprometimento com algum acordo. Substitua por algo, como “você me decepcionou” ou “você falhou comigo”.

2) “Ele é uma pessoa portadora de deficiência.”

Esse termo é incorreto porque “portar” significa carregar, o que nos remete a algum objeto. O termo correto é pessoa com deficiência. Mas, claro, sempre dê preferência para se referir a alguém pelo nome, sem se apegar a qualquer característica ou limitação.

3) “Está fingindo demência?”

Termo muito usado para ofender alguém que demorou para entender algo ou teve uma fala ou atitude sem noção, mas que pode ser facilmente substituído por expressões, como: “você precisa ser mais atento/focado”.

4) “Ela está dando uma de “João sem braço"!”

Sinônimo de pessoa omissa ou preguiçosa, essa expressão pode ofender muito alguém que tenha qualquer deficiência física. Nesses casos, prefira dizer algo como “não finja que não entendeu”.

5) “Nossa equipe está sem braço”

Essa expressão traduz a ideia de que sem um membro do corpo uma pessoa é ineficiente, quando na verdade, o que vemos no mercado de trabalho é que as pessoas com deficiência são mais do que capazes de produzir e entregar resultados. Portanto, prefira dizer que “a sua equipe precisa de mais profissionais” ou que “o time está com menos pessoas do que deveria”. 

6) “Esse é o ponto cego da nossa equipe”

Muitas vezes, usa-se a expressão “ponto cego” para caracterizar percepções, situações ou informações desconhecidas ou pouco claras. Prefira deixá-la de fora do seu discurso.

7) “Você está usando essa questão como muleta”

Na vida de quem precisa de muleta, tal objeto não é uma desculpa ou um pretexto, mas sim uma solução. Nesse caso, opte por um discurso mais direto, como “você está usando essa questão como uma desculpa”.

A mitigação da discriminação começa por cada um de nós. Talvez, você pense que pode fazer pouco sozinho. Mas acredite nos pequenos passos! A tendência é que essas e outras - aparentemente - simples atitudes do dia a dia comecem a reverberar ao seu redor, assim como acontece quando se joga uma pedra em um lago e pequenas ondas se formam no entorno.

Aqui neste Blog, você encontra outros artigos sobre carreira, gestão e mercado de trabalho. Também é possível ter mais informações sobre os temas na Central do Conhecimento do site da Robert Half.

*por Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half para a América do Sul e autor do livro Para quem está na chuva… e não quer se molhar

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