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Nova Exame

Oscar Farinetti e Luiza Helena são farinha do mesmo saco

Luiza Helena Trajano e Oscar Farinetti abriram na semana passada, aqui em São Paulo, o Latam Retail Show, maior fórum de varejo da América Latina. Luiza fez a abertura na condição de presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), e Oscar foi o “keynote speaker”, palestrante principal do primeiro dia do evento.

Luiza Helena deu o seu show costumeiro falando com desenvoltura, simpatia e informalidade. Defendeu o setor, disse que o consumo não acabou, mas sim que o nível de confiança da população é que precisava ser resgatado.

O ponto alto da fala foi quando contou da repercussão de sua queda carregando a tocha olímpica. Imediatamente o vídeo viralizou e virou meme nas redes sociais. Um dia depois, reagiu com bom humor no seu Instagram, e contou que demorou mas aprendeu a usá-lo diretamente, sem intermediários. Postou: “Receber a tocha na minha cidade foi uma emoção tão grande que até caí. Mas, como sempre faço em todos meus tombos, levantei rápido e continuei a cumprir minha missão”.

Fez melhor. O Magazine Luiza aproveitou a ocasião para fazer a campanha “cairfazparte” com o seguinte mote: “A Dona Luiza caiu, mas está bem. Vocês pediram e os preços caíram também”. Segundo seu filho Frederico, que participou de um painel logo em seguida, foi o melhor mês de vendas do ano.

Logo em seguida subiu ao palco Oscar Farinetti, criador e dono do Eataly, megastore italiana de alimentos e restaurantes. Tem menos de 10 anos de existência e já conta com 28 lojas em cinco países, incluindo uma em São Paulo que certamente a maioria de vocês conhece e já visitou.

Oscar fez a apresentação em inglês. Foi logo avisando na abertura que não dominava mais que cem palavras da língua. Dito e feito. Falou todo o tempo com fluência e graça em um inglês arrastado, com muito sotaque e, muitas vezes, errado. Na primeira fila Luiza, conhecida monoglota, não titubeou e acompanhou a apresentação com o fone da tradução simultânea.

Oscar deu um show com direito a trilha sonora que ia de Rossini à indefectível Volare. Mostrou que seu sucesso não é um acaso, mas uma bem pensada estratégia empresarial. Apresentou uma “pizza” que tinha a palavra people no centro e várias frases que sintetizavam os conceitos que aplica. Eram frases que resumiam: a sua ideia do espaço físico (branco, uma cor simples; madeira, elemento natural), a experiência do cliente (eu estou em um espaço lindo; eu posso satisfazer todos os meus desejos, eu vou voltar aqui), sua relação com colaboradores e fornecedores (quão adorável é trabalhar aqui; aqui produtores são festejados; eu quero meu produto vendido aqui), entre outras.

Como demonstração que Oscar também entendeu que o mundo mudou, estavam lá afirmações como: “nenhum produto que contenha corantes”; “nada congelado” e sintetizando “If I eat better and I eat less, I leave better”, na melhor tradição da nova gastronomia italiana.

As manifestações de Luiza e Oscar são partes essenciais do que chamamos cultura empresarial. A edição da revista EXAME de 31 de agosto de 2016, em um artigo intitulado “Empresas tem alma?”, mostra que esse é um produto em falta na prateleira das nossas organizações. Uma pesquisa realizada com 2.000 executivos conclui que: 72% querem mudar a cultura corporativa; 82% acreditam que cultura é uma vantagem competitiva, mas 81% não acreditam ter a “cultura certa” para a sua empresa.

O que Luiza e Oscar perceberam e demonstraram é que essa é uma missão árdua e que o desafio não é criar uma cultura que seja forte e eficiente, como se acredita atualmente, mas sim uma que envolva, crie cumplicidades, incentive experiências, faça amigos, conceda liberdades, assuma responsabilidades, acolha fracassos, compartilhe crenças e invente futuros.

As empresas de Luiza e Oscar têm alma e eles são os seus anjos da guarda.

silvio-genesini

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