Como escolher prefeitos(as) e vereadores(as)

Mulheres são melhores, vereadores não são apenas administradores, partidos importam e discordar do candidato é saudável

Duas coisas devem ser lembradas no domingo, 15 de novembro: nenhum ser humano é perfeito (isso vale para eleitor e político) e seu voto tem chance ínfima de ser determinante para a eleição de ninguém. Então relaxe um pouco. Não deixe o peso do civismo pomposo te abater.

Aqui vão algumas sugestões para escolher bons candidatos(as).

1. Vote em mulher. Está mais do que comprovado, cientificamente, que mulheres são, na média, representantes melhores do que homens. São menos corruptas. Preparam-se melhor para o trabalho. Com frequência, as políticas públicas defendidas por elas são boas para todos. No mínimo, você ajudará a melhorar um dos piores aspectos de nosso país: a sub -representação política feminina. Em 2016, elegemos 57.814 vereadores, 14,5% dos quais são mulheres. Isso é ruim para o país.

2. Cuidado com o partido político do candidato. Isso vale especialmente para os vereadores. Digamos que você simpatiza muito com uma nova candidata em um partido ainda não muito bem estabelecido. Sabe que as chances de ela ser eleita são pequenas, mas quer dar uma força. Nada contra. Mas lembre-se que, caso ela não seja eleita, seu voto ajudará a eleger outro vereador do partido. É bom ter um olho para a legenda ao mesmo tempo em que você considera o histórico e competência da candidata.

3. Não concorde com tudo que seu candidato diz. Um exercício útil para analisar uma candidatura é ver, nas redes sociais e programa de governo do político, se você é capaz de discordar de algo que ele afirma. Renda básica para todos? Eliminação do coronavirus? Frentes de trabalho? Isenção de impostos? Dificilmente alguém é contra essas coisas. Se você não consegue discordar de nenhuma proposta, muito provavelmente são todas vazias, impossíveis de serem implementadas.

4. Vereadores votam leis importantes, não são meros administradores de bairros. Cuidado com candidatos que fazem propostas excessivamente locais. Um parlamentar municipal pode, é claro, ajudar seu bairro a ser mais confortável, menos violento etc. Mas ele também será responsável por votar o orçamento da cidade e decidir sobre tributos que nos afetam diariamente, como o IPTU. Olhe além da sua região ao escolher um candidato.

(Este artigo expressa a opinião do autor, não representando necessariamente a opinião institucional da FGV.)

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