Saudades do velho normal

Qual deve ser o novo normal que temos que praticar e qual o velho normal que precisamos resgatar.

Quero deixar um pouco de lado os temas que costumo abordar aqui para fazer uma breve reflexão sobre o último ano.

Completei no último dia 17, um ano exato do dia em que comecei o trabalho em home office total e a rotina de afastamento social, e imagino que boa parte dos que me leem agora também. Eu diria com foi um momento marcante e simbólico, principalmente porque no começo era difícil acreditar que duraria tanto tempo e que um ano depois, ainda estaríamos nesta situação complicada.

2020 foi para mim um ano particularmente bem intenso, com várias coisas boas e outras não tão boas, mas com um saldo final positivo, graças a Deus. Aprendi bastante com a nova rotina em minha casa, com a minha família toda trabalhando e estudando remotamente, tem sido uma excelente oportunidade para crescermos no relacionamento familiar. Também tive a oportunidade de vender minha participação na youDb e começar a Quid Si Pensamento Criativo, um modelo de consultoria que vinha amadurecendo em minha cabeça já há alguns anos. Sim, empreender do zero em temos de pandemia!

Esta nova realidade também me fez mudar os top 10 apps mais usados do meu celular, com o UBER e os aplicativos das companhias aéreas saindo da lista e o iFood entrando e brigando pela liderança. Sim, foi um ano de mudanças nos hábitos e comportamentos, que todo mundo começou a chamar de “novo normal”.

Sinceramente, não gosto e não concordo com este termo. Na verdade, estou morrendo de saudades do velho normal e orando para que os nossos governantes amadureçam e as disputas e interesses políticos individuais deem um tempo para que o país entre nos trilhos, que a vacinação em massa aconteça de uma vez e que esta doença seja finalmente controlada, para que possamos voltar ao nosso velho normal.

Mas não me refiro ao velho normal dos modelos de trabalho ou de consumo, por exemplo. Acredito que estes modelos podem e devem evoluir mesmo e a pandemia foi um grande acelerador para estas evoluções, então, temos que aproveitar o que ela pode trazer de bom e consolidar estas mudanças.

O velho normal a que me refiro é o de sensação de segurança, de liberdade de deslocamento, de poder encontrar pessoas sem máscaras, de apertar a mão ou abraçar alguém, de poder ir a restaurantes com um monte de amigos, de fazer festas de aniversário, de andar tranquilamente num shopping, de ir a parques e de mais uma centena de coisas.

Desejo sinceramente que daqui a um ano este "novo normal" esteja só na nossa lembrança ou pelo menos caminhando para isso, e que possamos todos como indivíduos, como corporações e como país sairmos melhores de tudo isso, mesmo com eventuais feridas e cicatrizes.

E que Deus nos ajude.

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